O Tribunal de Gondomar, em portugal, recebeu uma queixa surpreendente. Em causa, uma prostituta que diz ter sido burlada e enganada por um cliente, um gestor financeiro, que trabalhava em um banco e que teria muito dinheiro. Após se conhecerem, ao fim de poucos meses, ele prometeu uma vida nova para ela, com muitos luxos, que foi pagando durante muito tempo. Com o final do relacionamento, ele tirou tudo dela, e ela agora exige ser recompensada e até uma pensão ela está pedindo para seu ex-cliente.

A mulher trabalhava como acompanhante de luxo na Zona Norte de Portugal, quando teria conhecido esse homem, que prometeu mudar sua vida.

Três meses após eles se conhecerem, ela começou tendo relações com ele, sem proteção, e em troca estava recebendo cada vez mais presentes de luxo, entre eles um carro e uma casa.

Por mês, ela estava recebendo ainda 10 mil euros (38 mil reais) desse homem, que foi prometendo ajudá-la para sempre. Por isso, ofereceu uma loja em um centro comercial de Lisboa, de onde ela poderia sempre retirar uma renda mensal, o que fez com que essa mulher tivesse uma vida descansada, acreditando que nunca mais iria precisar se prostituir.

O homem vivia em Oliveira de Azeméis e era seu namorado. No entanto, para todos os efeitos, ele agia como seu "padrinho", que nunca quis assumir essa relação. Por isso, seu contrato era verbal e não havia nada assinado. Por exemplo, o carro que ele ofereceu para ela, um Mercedes-Benz C250, que mais tarde ele trocou por um outro mais caro ainda, era dela, mas estava em nome dele.

Assim como uma casa avaliada em 220 mil euros (842 mil reais) que ele deu para ela, em Gondomar. Ela vivia lá, mas a casa estava em nome dele, para ela não ter problemas com o Fisco, teria dito esse homem. Mais tarde, ele ofereceu ainda essa loja no centro comercial Colombo, em Lisboa. Só em obras, ele teria gasto mais de 50 mil euros (191 mil reais), para deixar tudo perfeito para ela.

No entanto, quando essa mulher, que tem sua identidade protegida legalmente, acreditava que estava bem na vida, tudo se desmoronou com o final do relacionamento. É que o homem exigiu tudo de volta. Ela deixou de ganhar esses 38 mil reais por mês, mas também teve que devolver tudo o que ele havia dado para ela, incluindo a casa, carro e loja.

Agora, a mulher não aceita esse final.

Ela acredita que esses ‘’presentes’’ são seus por direito e diz que foi enganada. Seu advogado entrou no tribunal, acusando o homem de tê-la enganado, mas não quantificou qual o valor, mas garante que vai pedir uma indenização e que quer uma pensão mensal para sua cliente.

Para o advogado, esse homem terá que pagar pelos serviços que ele teve dessa mulher. "Quem recorrer a acompanhantes tem que pagar por esses serviços", disse o advogado, referindo que quem o faz e não o paga, está cometendo uma burla. "Quem come, tem que pagar", disse esse advogado, em declarações ao jornal Correio da Manhã.

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