Após quase duas semanas, o resgate do menino de apenas 2 anos que caiu em um poço na Espanha chega ao fim. Na madrugada deste sábado (26), o corpo do pequeno Julen Roselló foi localizado já sem vida a 73 metros do solo. Julen havia caído em um poço com mais de cem metros de profundidade no dia 13 de janeiro, mas, devido ao pouco espaço de apenas 25 centímetros de diâmetro, as equipes de resgate demoraram 13 dias para chegar até o menino. O acidente aconteceu em Totalán, no sul da Espanha, e causou comoção em todo o país.

Publicidade

Segundo a autópsia, foi constatado que o menino morreu na hora com o impacto da queda. Francisco de la torre, prefeito da cidade de Málaga, decretou luto oficial na cidade, após a confirmação da morte do pequeno Julen.

O resgate de Julen foi considerado o mais complexo da historia, e as equipes de resgate tiveram que contar com dezenas de máquinas, tratores e brocas para remover mais de 80 mil metros cúbicos de terra para chegar ao corpo do menino.

Após cavarem um túnel paralelo ao local do acidente, as equipes de resgate começaram nesta quarta-feira (24), a descer por uma estrutura metálica para poder assim começar a cavar outro túnel de quatro metrôs e conseguir contato com o corpo do garoto.

Durante todos os 13 dias de resgate não se havia informações concretas se o menino estaria vivo ou morto, mas sua família e as autoridades responsáveis pelo resgate mantiveram suas esperanças até o fim.

Pais perdem mais um dos quatro filhos: ‘de novo não’

Algum tempo antes da confirmação da morte do pequeno Julen, na casa onde seus pais estavam hospedados, foram ouvidos diversos gritos que diziam: ‘de novo não!’. Provavelmente, os gritos se referiam ao outro filho do casal que morreu há alguns anos.

Publicidade

Há dois anos o primeiro filho do casal, Olíver de apenas três anos, entrou em óbito após sofrer um infarto súbito que aconteceu durante um passeio com os pais na praia. Antes das duas tragédias o casal tinha quatro filhos, Olíver, Julen, José e Victoria.

Para esclarecer a queda do menino, a Guarda Civil ficou responsável por interrogar os pais de Julen, o dono do terreno e os responsáveis pela perfuração do buraco, que deveria ter sinalização correta.

O carro funerário deixou o local do acidente transportando os restos mortais do menino às 4h.

Quase na mesma hora, todas as equipes de buscas que procuraram o menino por mais de 30 horas também deixaram o local do acidente.