O mundo das notícias é complexo, e histórias e imagens falsas costumam ser amplamente compartilhadas nas redes sociais. A equipe editorial da Blasting News identifica as informações enganosas e as fraudes mais populares toda semana para ajudá-lo a entender o que é verdade e o que é mentira. Aqui estão alguns dos boatos falsos mais compartilhados da semana.

EUA

Alegação: Hillary Clinton foi presa e levada para cela na Baía de Guantánamo

Fatos: Publicações no Facebook compartilharam artigos que afirmam que a ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton foi presa e levada de avião para o campo de detenção da Baía de Guantánamo, onde enfrentará um tribunal militar. Os artigos compartilhados afirmam que Hillary foi detida no dia 5 de março e que o ex-presidente americano Donald Trump foi quem orquestrou a operação com os militares.

Verdade: Em declarações à agência Reuters, a Marinha americana afirmou que o boato que circula nas redes sociais é falso. Nick Merrill, porta-voz de Hillary Clinton, disse à Reuters que a democrata não foi detida. No último dia 8 de março, três dias após a suposta data em que teria sido detida, Hillary Clinton participou de um evento virtual promovido pelo jornal The Washington Post em ocasião do Dia Internacional da Mulher.

EUA

Alegação: Oprah estava usando um monitor de tornozelo durante a entrevista de Harry e Meghan

Fatos: Publicações compartilhadas nas redes sociais alegam que a apresentadora americana Oprah Winfrey estava usando uma tornozeleira eletrônica durante a entrevista do último dia 7 de março com o príncipe Harry e Meghan Markle.

Verdade: Segundo informações do site Snopes, ao contrário do que as publicações nas redes sociais afirma, Oprah estava apenas usando botas compridas de couro marrom, e a protuberância que as pessoas apontaram como sendo a tornozeleira eletrônica era simplesmente um vinco no material quando ela se sentou com as pernas cruzadas.

Brasil

Alegação: Taxa de mortalidade aumentou em Israel após aplicação da vacina da Pfizer contra Covid-19

Fatos: Artigo publicado no site ContraFatos e compartilhado no Facebook afirma que a taxa de mortalidade por Covid-19 disparou em Israel após o país começar a vacinar sua população com doses do imunizante produzido pela Pfizer/BioNTech.

Segundo o artigo, pesquisadores teriam dito que a vacina da Pfizer causa “mortalidade centenas de vezes maior em jovens em comparação com a mortalidade por coronavírus sem a vacina”.

Verdade: Iniciada no final de dezembro, a campanha de vacinação israelense tem sido apontada como um modelo no mundo. Segundo dados da plataforma Our World Data, da Universidade de Oxford, até o último dia 4 de março o país já havia imunizado mais de 40% de sua população com duas doses da vacina. De acordo com a plataforma Worldometers, desde o último dia 21 de janeiro, quando morreram 101 pessoas em Israel, último pico de óbitos registrado em um único dia, o país tem apresentado uma queda constante no número de mortes, com o último dia 10 de março tendo registrado 17 óbitos.

Espanha

Alegação: OMS afirma que o fim da pandemia está próximo, sem a necessidade de vacinação

Fatos: Publicações compartilhadas no Facebook alegam que o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a Europa, Henri P. Kluge, disse em declarações a uma emissora de televisão dinamarquesa que a pandemia da Covid-19 irá acabar dentro de alguns meses e sem a necessidade de vacinação.

Verdade: Em sua entrevista à emissora dinamarquesa DR, transmitida no último dia 21 de fevereiro,Kl uge não apenas não declara que o fim da pandemia está próximo como afirma que “2021 será outro ano de pandemia”, ainda que “mais controlável”. Ainda em sua entrevista, Kluge afirma que a vacinação é a chave para “salvar vidas, proteger a economia e reduzir as mutações do vírus”.

Nigéria

Alegação: Governo da Nigéria comprou o WhatsApp por US$ 7,3 milhões

Fatos: Publicações compartilhadas no Facebook alegam que o governo da Nigéria teria comprado o WhatsApp por cerca de US$ 7,3 milhões com o intuito de usar o aplicativo para espionar seus cidadãos.

Verdade: Criado em 2009 por dois ex-funcionários do Yahoo, o WhatsApp foi comprado pelo Facebook em 2014, pelo valor de US$ 22 bilhões. Em nota à agência AFP, o Facebook afirmou que os rumores de que o WhatsApp teria comprado pelo governo da Nigéria são falsos.

Nova Zelândia

Alegação: O Partido Comunista Chinês fez parceria com o Facebook para verificar postagens

Fatos: Imagem compartilhada no Instagram alega que uma publicação feita na rede social sobre o Massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em Pequim em 1989, teria sido checada pelo governo chinês e apontada como falsa.

“Conclusão: Falsa ... Não há evidências de que o massacre aconteceu. Na verdade, os soldados limparam a Praça Tiananmen sem nenhum tiroteio e todos os relatos são falsa propaganda”, diz o alerta que indicaria que o Partido Comunista Chinês faz parte do programa de checagem de fatos do Facebook, detentor do Instagram desde 2012.

Verdade: Em declarações à AFP, o Facebook informou que o governo chinês não faz parte de seu programa de checagem de fatos. Tanto o Facebook quanto o Instagram são bloqueados na China.

Coreia do Sul

Alegação: Organização médica suíça aconselha as pessoas a não tomarem a vacina Covid-19

Fatos: Publicações no Facebook compartilham a imagem de uma suposta campanha de uma organização médica suíça orientando a população a não tomar a vacina contra a Covid-19.

Verdade: Segundo informações da AFP, a imagem compartilhada nas redes sociais foi manipulada digitalmente a partir de uma campanha do Departamento Federal de Saúde Pública da Suíça (FOPH, na sigla orginal) com o slogan “Eu vou me vacinar”. Além disso, não há nenhum registro de uma organização médica chamada Federação Suíça para Proteção de Vacinas, como aparece na imagem falsa que circula na internet.

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