O Itamaraty divulgou nota de solidariedade aos Estados Unidos e às vítimas do atentado em uma boate em Orlando, que matou mais de 50 homossexuais e bissexuais, mas omitiu, na nota publicada no site do Ministério das Relações Exteriores, a orientação sexual das pessoas.

Não importa como seja a sigla e como ela é utilizada, não importa se ela é LGBT, LGBTTT, GLBT, GLBS, GLS, HAPVH.TOP, LGBTQIA+, LGBTI, HXH e etc., sempre a comunidade estará frágil e exposta a ataques de homofóbicos ou terroristas.

Sendo que, no Brasil, casos de violência por intolerância à orientação sexual acontecem em todos os lugares.

O Brasil é um país com índice elevado de machismo e preconceito, que não se limita somente à esfera da orientação sexual, mas contra crianças, mulheres, negros, índios e idosos. Muitas vezes, o preço desta intolerância e preconceito é pago com a vida de milhares de pessoas, que trabalham, estudam, pagam impostos, possuem suas famílias e vivem em uma sociedade com mentalidade fechada.

Após o governo Temer ter assumido a presidência, a Secretaria de Direitos Humanos foi extinta. Ministros como José Serra, não debatem assuntos sobre a inclusão de pessoas com as mais diversas orientações sexuais e de gênero.

Será que a comunidade formada por pessoas que não sejam indivíduos héteros, terá que viver às escondidas para que não sejam mortos ou sofram algum tipo de violência?

E o governo, quando começará a agir e pensar na sociedade?

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Curiosidades LGBT

Não são apenas os héteros que pagam impostos e os salários dos ministros e do presidente.

Acredito que o Brasil possua um grande potencial para progredir e melhorar suas políticas para toda população, mas há muito a ser feito. Sem atitudes concretas, a intenção se torna ilusão e nada será realizado.

Não podemos conviver com tanta violência e violação dos direitos humanos. O Brasil não pode continuar no Ranking da ONU como um dos mais violentos e preconceituosos do mundo.

Já é hora de mudarmos este cenário, e temos que ter atitude para mudá-lo, ou continuaremos com esta violência gratuita.

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