Já vivendo as suas últimas emoções, "O Sétimo Guardião", novela global das 21h, é centro de mais uma polêmica. O imbróglio da vez é a acusação da escritora carioca Barbara Rastelli, que acusa o autor Aguinaldo Silva de plágio. Ela solicitou, inclusive, a suspensão da atração que ocupa o horário nobre da Rede Globo.

Segundo as especulações que estão rolando na internet, a escritora está movendo uma ação contra Silva, sob as alegações de que a novela possui muitas semelhanças com um romance publicado por Bárbara no ano de 2015, sob o título de “As Muralhas da Vida Eterna: Um Metáfora Sobre o Tempo”.

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O processo solicita a suspensão imediata da exibição da obra, seguida de uma perícia completa, para a análise comparativa entre as duas produções fictícias. Também cobra uma análise sobre o faturamento da emissora, em cima do conteúdo veiculado, isso para cálculo de indenizações subsequentes. O documento inicial do processo menciona valores de R$ 150 mil, referentes a danos morais. Valores esses que podem aumentar ou diminuir, de acordo com o resultado das análises.

Processo deve envolver ex-alunos

Ainda segundo o texto do processo, que tramita na Justiça da cidade de Teresópolis (RJ), Barbara enviou uma cópia do romance para a Globo no ano seguinte ao da publicação.

Envio esse provado pelo comprovante que a escritora guardou. A ação também menciona trechos semelhantes entre as duas obras, de Aguinaldo e de Barbara. Semelhanças essas que, na visão da escritora, não caracterizam outra coisa, senão plágio. O processo segue o parecer dos peritos designados pela Justiça.

Segundo consta no processo, em um dos trechos do livro de Rastelli, todos aqueles que visitam a cidade de Vida Eterna, onde se passa a ação do livro, são chamados de forasteiros e o protagonista do livro chega à cidade, em companhia de outras pessoas sem, contudo, saber a razão de sua prisão.

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Já na novela de Silva, os visitantes da cidade de Serro Azul (mencionada em algumas outras novelas do autor) também são chamados de forasteiros, e um deles, Gabriel, também chega à cidade sem saber como, visto que nunca tinha ouvido falar de Serro Azul, tentando entender os motivos de estar aprisionado na cidade.

A questão é que a Globo, segundo o colunista do UOL Ricardo Feltrin, também pode envolver os 26 ex-alunos-roteiristas do autor Aguinaldo, em sua defesa. Todos eles deverão ser incluídos em um processo que o canal abrirá para se defender de uma nova acusação contra a trama.

Autora sofre críticas na internet

Após tornar público o processo, Bárbara tem sido chamada de oportunista e interesseira na internet. Por conta disto, a jovem escritora deu entrevista a meios de comunicação, como o portal de notícias Yahoo, e falou sobre o assunto, defendendo-se das acusações. “Chorei muito no início. Qualquer escritor teria feito o mesmo", disse. Ela também revela que são comuns os processos de plágio no meio literário, e que o dela não seria o primeiro.

A emissora carioca ainda não havia sido notificada sobre o caso, em virtude de o juiz ainda não o ter acolhido, mas agora, após o acolhimento, ninguém se manifestou sobre o caso.

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A novela já havia se envolvido em algumas polêmicas durante sua exibição, como a separação dos atores José Loreto e Débora Nascimento. Outra polêmica diz respeito a uma cena envolvendo uma suposta cura da gagueira, que gerou conflitos com o Conselho Federal de Fonoaudiologia.