A morte de Gugu Liberato aos 60 anos chocou o Brasil. O artista sofreu um acidente doméstico em sua mansão em Orlando, nos Estados Unidos, na quarta-feira (20), e seu falecimento foi confirmado na noite de sexta-feira (22). Gugu sofreu morte encefálica, após bater fortemente a cabeça ao sofrer uma queda de uma altura de 4 metros.

O médico neurocirurgião brasileiro Guilherme Lepski foi chamado pela família do apresentador para fazer uma avaliação em seu estado de saúde, após a equipe do hospital em Orlando atestar a irreversibilidade do seu caso.

Lepski chegou em Orlando na sexta-feira e confirmou a morte do apresentador. O profissional deu uma entrevista ao "Fantástico", em seu retorno ao Brasil, e contou detalhes sobre a situação de saúde do apresentador após o acidente doméstico.

Segundo o médico, quando uma pessoa cai dessa altura, o que se espera é uma fratura de calcanhar, ou mesmo da bacia, mas não um trauma na cabeça. Ele acredita que Gugu desfaleceu ao bater a cabeça contra o teto. Já foram divulgadas informações que em sua queda, Gugu chegou a bater a cabeça contra um móvel de madeira, antes de cair ao chão.

O serviço de emergência teria chegado rapidamente, apenas 5 minutos após ser acionado por João Guilherme, filho de Gugu, mas o trajeto entre a residência e o hospital teria levado em torno de 27 minutos.

Lepski contou que Gugu sofreu uma grave fatura no osso temporal direito e que isso causou uma hemorragia traumática fazendo com que o sangramento se espalhasse ao redor do cérebro. Ele explicou ainda que de acordo com os protocolos internacionais, não é aconselhado uma intervenção cirúrgica, pois acaba acarretando um sofrimento maior para o paciente, podendo levá-lo à morte ou mesmo deixando-o em estado vegetativo persistente.

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Gugu foi detectado no grau 3 da escala de Glasgow, mostrando que sua atividade cerebral era baixíssima quando deu entrada no hospital. Seis horas depois foi detectada a morte encefálica, ele chegou com alguma atividade cerebral, mas a situação se deteriorou rapidamente.

Doação de órgãos

Mesmo com a morte encefálica sendo constatada, o hospital ainda realizou exames complementares para comprovar a irreversibilidade do quadro de Gugu Liberato. O Hospital do Coração, em São Paulo, estava pronto para receber o artista, mas não foi preciso e seu óbito foi confirmado na noite de sexta-feira.

Como era o desejo de Gugu Liberato, a família autorizou a doação de seus órgãos e essa atitude pode beneficiar até 50 pacientes que aguardam na fila de espera nos Estados Unidos.

O "Domingo Espetacular" deste domingo (24) conversou com Marcelo Rodrigues, amigo da família e ex- integrante do grupo Dominó. O rapaz foi a primeira pessoa para quem a esposa de Gugu ligou e segundo o mesmo, ela estava muito abalada e contou que ele havia subido no sótão para olhar um ar-condicionado que estava gelando muito, quando veio a cair no andar de baixo da casa.

Segundo Marcelo, era comum que Gugu fizesse pequenos reparos em sua casa e que o acidente ocorreu devido a uma particularidade na arquitetura das casas dos Estados Unidos, onde o pisos não são feitos tipo lage, como no Brasil, mas sim com um material tipo gesso. O amigo da família contou ainda que assim que Gugu deu entrada no hospital, os médicos disseram que não havia chance do mesmo sobreviver.

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