Muitas pessoas passam diariamente por situações em que são julgadas e sofrem preconceito e racismo devido a cor da sua pele e se engana quem pensa que os artistas e Famosos estão livres de passas por essas situações. A atriz Samara Felippo usou o seu perfil no Instagram para desabafar sobre uma situação de racismo que uma de suas filhas teria sofrido em uma festa de formatura. A menina Alicia Barbosa é filha de Samara com o jogador de futebol Leandrinho.

Samara começou seu relato postando uma fala da sua personagem na peça "Mulheres Que Nascem Com os Filhos". O trecho dizia que ser mãe de duas meninas negras lhe abriu para um mundo em que ela descobriu que não sabia nada e que não sabia ver a dor das outras pessoas.

O texto diz que ela havia enxergado privilégios por ser uma mulher de cor branca em uma sociedade racista.

A atriz disse que sempre fala e escreve sobre esse tema, mas que nunca tinha passado com suas filhas um caso de racismo e que havia se deparado pela primeira vez com uma situação que muitas pessoas passam todos os dias. A atriz relatou que estava na festa de formatura da filha e que enquanto os pais estavam conversando no salão de festas, as crianças estavam brincando em um parquinho ao lado. Samara contou que ouviu uma criança falando para a mãe que haviam alguns adolescentes zoando e implicando com elas.

Samara conta que na mesma hora levantou e foi ver o que estava acontecendo quando as crianças contaram que três adolescentes haviam puxado o cabelo de uma criança e que debocharam da outra.

A atriz contou que seu sangue ferveu e foi para cima dos meninos e disse tudo que tinha vontade para as pessoas racistas, mesmo para aqueles que nem sabe o que é. Segundo Samara, os meninos tinham 14 anos, brancos, de classe média e vestiam camisas verde e amarela. Ela contou que eles chamavam a sua filha de "marrenta, neguinha e cabelo ruim".

Ensinamentos de Samara

A atriz agradeceu o fato de ter saído de sua "bolha branca" e ter ensinado a sua filha desde nova que ela é uma pessoa bela, por ter enaltecido a sua coragem, a esperteza, o seu tipo de cabelo, a cor da sua pele e as suas raízes. Ela relatou que esses ensinamentos ajudaram a menina a sair dessa situação com a cabeça erguida e mais forte.

Ela disse que assim continua fazendo com as filhas e que sabe que essa não será a última vez que a menina passará por preconceito.

Samara diz que ela sendo uma mulher branca, que possui muitos privilégios, que possui filhas negras, que mesmo assim possuem muitos privilégios, passou por isso, imagina o que outras meninas pretas não passam diariamente. Ela citou o fato de ser branca e que mesmo assim estava chorando sozinha e com muita raiva e ódio, com vontade de esfolar os meninos e os pais dos meninos que fizeram aquilo com sua filha, e perguntou como podemos não enxergar os sentimentos de raiva que vem após séculos em que os negros são humilhados e violentados. "Estou até agora chorando sozinha, com ódio e raiva, querendo esfolar a cara daqueles moleques e os pais deles", escreveu.

Ela terminou pedindo para que as pessoas acordassem.

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