Há alguns dias, Karina Bacchi anunciou para seus seguidores e fãs através do Instagram que agora iria parar por um tempo o seu tratamento para fertilização, e que a decisão foi devido à pandemia do novo coronavírus.

A apresentadora de 43 anos de idade é mãe de Enrico, de 2 anos, fruto de uma produção independente da mesma. No entanto, agora ela está casada com o ex-jogador de futebol Amaury Nunes e tentava sua segunda gestação, que também aconteceria através de uma fertilização.

Isso tudo porque a atriz precisou passar por uma cirurgia de retirada de trompas há alguns anos, que faz com que ela não consiga engravidar sem que seja através de uma intervenção médica.

Contudo, devido à situação atual causada pela pandemia do coronavírus, Karina anunciou que decidiu adiar os seus planos para a fertilização neste momento. Em uma publicação feita através de suas redes sociais, a atriz explicou que não continuaria mais com o processo, e questionou aos seus seguidores no momento quais planos eles haviam adiado neste momento devido à pandemia. Ela então revelou que havia parado com o processo de fertilização, mas que o desejo permanecia.

Especialista atesta cautela

A ginecologista e obstetra Claudia Gomes Padilla, que é especialista em reprodução humana na clínica Huntington, explicou em contato com o portal UOL que é preciso neste período ter muita cautela.

Ela alega que, no momento, a ciência não tem conhecimento total e necessário para poder afirmar que é algo seguro uma gestação neste cenário atual.

Ela ainda explica que em um primeiro momento não tem nada que indique que possa ocorrer transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez, como uma contaminação materna, que, ao que tudo indica não poderia causar malformações, como acontece com o zika vírus.

No entanto, a médica ressalta para o fato de que alguns estudos atuais indicam que há a possibilidade de que haja presença do vírus através do sêmen, e casos de alguns recém-nascidos que teriam Covid-19, que atualmente estão sendo estudados.

A ginecologista explica que a medicina está buscando entender se estes bebês nasceram com o vírus ou se foram contaminados logo depois de terem saído do ventre de suas mães. Devido a isso, a pelo isolamento social, é aconselhado pelos médicos que seja evitada a gestação neste momento, até que a taxa de pessoas que foram infectadas pela doença diminua.

Para Fernando Prado, ginecologista, obstetra e diretor técnico da clínica de reprodução assistia Neo Vita, concorda com a posição e justifica que os casos agora devem ser avaliados de forma individual.

Ele explica que precisa ser analiso pelos profissionais a urgência em dar prosseguimento em alguns casos, visto que o adiamento poderia diminuir as chances ou até mesmo impedir que a gestação acontecesse de fato. O médico ainda relata que as clínicas agora estão seguindo as recomendações para que seja diminuído o risco de contágio durante o processo de inseminação.

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