Em mais uma contribuição no sistema de delação premiada da Operação #Lava Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa, segundo publicação da revista Época deste sábado, afirmou que o senador #Aécio Neves (PSDB-MG), quando ainda era deputado federal, também estava ligado no suposto esquema do pagamento de propina da Petrobras.

De acordo com Corrêa, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais foi um dos responsáveis pela indicação de Irani Varella para ocupar a direção de serviços da Petrobras, mas na verdade, o intuito era que o gestor da estatal conseguisse arrecadar um ganho extra de forma ilícita junto a empresários.

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Os favorecidos seriam os "padrinhos políticos" de Aécio.

Esta é a primeira vez que o presidente nacional do PSDB é citado como ium possível favorecido no rombo ocorrido nos cofres da Petrobras. Ele, porém, já teve seu nome citado, em outros episódios da investigação da Lava Jato, pelo doleiro Alberto Youssef. O senador cassado Delcídio Amaral, do Mato Grosso do Sul (sem partido), o lobista Fernando Moura e o ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária da Petrobras) também lembraram da presença do neto de Tancredo Neves no esquema de #Corrupção dentro do órgão público. 

Ao tomar conhecimento dessa denúncia, Aécio Neves, por intermédio de sua assessoria, publicou uma nota, onde dizia que Corrêa é alguém desprovido de qualquer tipo de credibilidade e essa afirmação é totalmente absurda.

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Contactada pela reportagem da Época, a assessoria de imprensa do Instituto Fernando Henrique disse que o ex-presidente da República não foi localizado para dar a sua versão sobre as novas denúncias reveladas.

Aécio responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal, abertos a partir da delação de Delcídio Amaral. Um deles está relacionado em uma provável tentativa do parlamentar em esconder dados da CPI dos Correios (ocorrida no ano de 2005) e ocultar a relação do Banco Rural com o chamado "Mensalão Mineiro". Outra investigação que envolve o senador, é em relação aos esquemas de propina de Furnas, órgão da Eletrobras.

Irani Varella ocupou a Área de Serviços da Petrobras de novembro de 2001 até o início de 2003, quando foi substituído por Renato Duque, outro condenado na Lava Jato e que, no momento, cumpre pena em Curitiba.