Mais uma consequência da grave Crise econômica que atinge o Brasil foi anunciada nesta semana pela Presidente da República Dilma Rousseff. Desta vez, o corte anunciado será realizado na oferta de bolsas do programa “Ciência sem Fronteiras”, que será congelado para o ano de 2016.

A falta de recursos gerou um orçamento deficitário para o Governo Federal no ano que vem, o que fez com que o Palácio do Planalto decidisse pelo congelamento do programa de ensino e pesquisa no exterior.

Segundo foi divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, o orçamento do Governo destinado para o “Ciência sem Fronteiras” no próximo ano é de pouco mais de 2 bilhões de reais, o que somente garante a permanência dos estudantes que já estão no exterior mantidos pelo programa, impossibilitando, com isso, que outros alunos também se utilizem das bolsas para viajar e se manter no exterior em 2016.

As mais de 13 mil bolsas já existentes, e que serão mantidas pelo Governo, estão sob a coordenação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e são destinadas para alunos de graduação e pós-graduação.

Sonho interrompido

Ana Carla Alcântara, 23 anos, é graduada em História e pretendia iniciar uma pós-graduação nos Estados Unidos em 2016. Infelizmente, a jovem será uma entre as muitas outras pessoas no Brasil que terão que interromper o sonho de estudar no exterior no ano que vem.

“Quando soube da notícia fiquei muito chateada. Estou investindo no curso de inglês desde que me formei e me preparando com muito empenho para essa experiência de viver e estudar nos Estados Unidos.

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Já queria para o ano que vem, mas, infelizmente, parece que não vai dá mais. É uma pena mesmo. Só me resta continuar me preparando para agarrar a chance quando ela, enfim, chegar”, lamenta Ana. “Com essa crise que está aí, temo que essa oportunidade não chegue nunca mais”, teme a jovem.

“Congelamento será ruim para o país”, diz especialista

O congelado do programa “Ciência sem Fronteiras” poderá trazer consequências ruins para o Brasil, não apenas para a sua imagem no exterior, mas, sobretudo, com relação ao desenvolvimento do ensino e da pesquisa acadêmica feita pelos brasileiros fora do país, que já vinha sendo realizada com mais força há quatro anos, desde o início do programa.

É o que avalia a coordenadora de Língua Portuguesa e Literatura do Colégio do Carmo, professora mestre Paula de Freitas Denari.

“As consequências serão ruins. O ‘Ciência sem Fronteiras’, que foi criado em 2011, é a única oportunidade que a maioria dos jovens tem de aprofundar suas pesquisas em outras Universidades. Mais do que a democratização do acesso à educação, o Programa oferece a democratização da pesquisa”, garante a professora Paula.

Preço do Dólar lá em cima

Uma das justificativas apresentadas pelo Governo para o congelamento do ‘CSF’ foi o aumento do preço da moeda norte-americana, o Dólar, que elevou de forma significativa os custos para manter o programa no exterior.

Para se ter uma ideia mais nítida e objetiva da subida meteórica da moeda estadunidense, em julho passado ela custava o valor médio de R$ 1,50. Neste mês de setembro, dois meses depois, o câmbio da moeda do “Tio San” já varia de R$ 3,50 a R$ 3,70, todos os dias, sinais claros e evidentes da crise econômica no Brasil.

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