A Record apresentou uma retrospectiva do caso da jovem Lidiany Alves Brasil, a adolescente de apenas 15 anos que por conta de um furto foi parar uma cela e foi estuprada por 26 dias em uma cela com mais de 20 homens. Ela andava sumida, temendo por sua vida, já que seu caso acabou gerando prisão de quatro delegados, entre outras pessoa.

A Record a encontrou em Santa Catarina, doente e com aparência bem diferente. Ela tinha acabado de cumprir uma pena de um mês, após cometer um furto. Durante a reportagem, Lidiany fez revelações importantes e disse que um dos carcereiros, o mais violento, chegou a enfiar uma arma em sua boca, a ameaçando que, se dissesse alguma coisa, seria morta.

Mal sabia ele, que ela já estava morta e dilacerada por dentro.

Record reapresenta caso de Lidiany Alves Brasil e reaparecimento da vítima choca

A reportagem foi reapresentada ria neste domingo (15). Lidiany reapareceu após cumprir pena na cadeia em Florianópolis (SC). A reportagem O Inferno de Lidiany, exibida pelo Câmera Record em abril, recebeu menção honrosa no dia 9 passado na categoria Produção em Vídeo do 39° Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Ela andou sumida um tempo e revelou que sumiço foi justamente porque mexeu com gente grande e, apesar de querer voltar para sua cidade natal, sabe que jamais isso poderá acontecer, já que ela corre risco de morte.

Doente, viciada em crack, prostituta e ainda praticando delitos para manter o vício, a aparição de Lidiany, bem diferente da adolescente que foi presa com mais de 20 homens, chocou o público.

Sua mãe também foi entrevistada e disse que a sua cabeça chegou a valer milhões, depois do que aconteceu com a filha. Quatro delegados e dois agentes penitenciários foram condenados. Os quatro delegados estão presos. Os agentes não.

A juíza que permitiu a prisão na cela com os detentos, Clarice Maria de Andrade, ficou afastada apenas por 2 anos das atividades, entre 2010 e 2012, e mesmo assim com vencimentos sendo pagos.

O STF (Supremo Tribunal Federal), porém, anulou a condenação da juíza e a colocou de volta na função. Além disto, dois dos homens que a estupraram na cadeia tiveram suas penas aumentadas.

Relembre o caso de terror

Em 21 de outubro de 2007, Lidiany foi presa em Abaetetuba, uma cidade próxima de Belém, numa cela com cerca de 20 presos. A menina tinha apenas 15 anos, cerca de 1,5 metro de altura e nada mais que 40 kg.

Ela foi pega dentro de uma casa furtando, quando o dono da residência chamou um amigo para efetuar a prisão. Desta hora em diante, começou a confusão na vida da menina.

Ao chegar à delegacia, Lidiany diz que teve os cabelos cortados com um facão para parecer um menino. Também revelou que era torturada e que colocavam papel higiênico com fogo entre seus dedos para intimidá-la. Ela tinha que manter de cinco a seis relações sexuais por dia e a rotina só era interrompida aos domingos, quando haviam as visitas conjugais.

Lidiany revelou que gritava e pedia socorro, mas os carcereiros zombavam da situação. Cabe lembrar que dos quatro delegados presos, uma era mulher. Outro erro grosseiro, Lidiany foi presa sem nenhum tipo de documento.

Dos presos que a abusaram, ela só conseguiu identificar dois deles, Beto Júnior e Rodinei Leal, que tiveram suas penas aumentadas.

Ela ainda disse que ou fazia sexo com os homens ou não conseguia nem mesmo comer ou fazer sua higiene pessoal.

Veja como está Lidiany dez anos depois:

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