O jornalista Rafael Henzel, um dos sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense, em 2016, morreu nesta terça-feira (26) após sofrer um infarto fulminante.

Tudo aconteceu quando o profissional estava se divertindo ao lado dos amigos. Ele jogava bola quando começou a se sentir mal e precisou ser levado às pressas ao hospital, onde acabou morrendo.

O profissional trabalhava na rádio Oeste Capital e um de seus colegas foi quem anunciou sua morte. Por meio de uma nota, ele disse que Rafael tinha morrido na noite desta terça-feira.

O comunicador foi rapidamente conduzindo ao Hospital Regional de Chapecó, onde a morte foi confirmada.

Além de jornalista, Rafael também era narrador.

Após o acidente de avião que quase tirou sua vida, o jornalista havia publicado, em 2017, um livro intitulado "Viva Como Se Estivesse de Partida". Nele, o profissional contava sobre o episódio e também refletia sobre o verdadeiro valor da vida. Com sua morte, Rafael Henzel, de 45 anos de idade, deixa esposa e um filho de 13 anos de idade.

Trabalho

Rafael estava escalado para narrar a partida entre Chapecoense e Criciúma, nesta quarta-feira (27), pela Copa do Brasil. Após a sua morte, o clube fez a solicitação do adiamento da partida à Confederação Brasileira de Futebol em respeito à memória do jornalista, mas a entidade negou. O jogo está confirmado para as 19h15, na Arena Condá.

Na semana passada, o profissional estava na Europa em festivais de cinema que apresentaram ao público o filme "Nossa Chape".

O prefeito da cidade de Chapecó, Luciano Buligon, decretou luto de três dias na cidade após a morte de Rafael, em respeito aos familiares do jornalista.

O velório será feito no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, localizado ao lado da Arena Condá, estádio do clube da Chapecoense.

Acidente em 2016

A aeronave estava levando a delegação da Chapecoense com destino à Colômbia quando caiu próximo ao aeroporto de Rionegro.

O acidente deixou 71 mortos, causando grande comoção nacional e também chamando a atenção de outros grandes clubes brasileiros que prestaram luto através das redes sociais. Além de Henzel, outras cinco pessoas sobreviveram.

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