Foi preso nesse último domingo (24), no Distrito Federal, um casal suspeito de matar os próprios filhos por meio de uma injeção de insulina. Foragidos desde fevereiro, ocasião em que a Justiça decretou a prisão preventiva deles, os dois foram localizados pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com a ajuda da Divisão de Operações Aéreas.

As buscas pelo casal duraram cerca de um mês. De acordo com os responsáveis pelo caso, os suspeitos respondem pelos crimes de dois homicídios consumados e duas tentativas de homicídio contra os quatro filhos do casal.

Em 2017, esse mesmo casal tentou simular um quadro de hiperinsulinismo congênito (doença responsável por uma grande produção hormonal no pâncreas) em um bebê de apenas dois meses.

O objetivo dessa tentativa seria um golpe: eles visavam arrecadar dinheiro utilizando a comoção popular. Dois irmãos da criança haviam falecido um ano antes, vítimas dessa doença. Nessa ocasião foi alegado pela família que eles haviam tentado obter o dinheiro para o tratamento através das redes sociais, uma vez que não recebiam ajuda do estado.

Bebê de 2 meses deu entrada no hospital e gerou suspeitas

Durante a internação de uma criança de apenas dois meses no Hospital Universitário de Brasília (HUB) suspeitas acerca do casal de foragidos começaram a ser levantadas. Dessa forma, foram conduzidas investigações pela equipe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O bebê em questão deu entrada no hospital em junho de 2017, após sofrer uma convulsão.

O quadro foi prontamente revertido pelos médicos, mas eles optaram por investigar mais a fundo o caso após os pais da criança revelarem que três de seus filhos (na ocasião, dois falecidos) haviam sofrido com hiperinsulinismo congênito. De acordo com os médicos, os exames feitos no bebê não se mostraram consistentes. Assim, foi feita uma nova investigação e chegou-se à conclusão de que a doença havia sido induzida.

De maneira a assegurar cuidados à criança, o Conselho Tutelar foi alertado e o bebê foi encaminhado à Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin), na qual o acesso dos familiares era limitado.

Uma vez que o bebê se encontrava nessa unidade, ele voltou a apresentar quadros da doença em questão. Dessa forma, os enfermeiros da unidade foram acionados pela mãe para checar a glicemia.

Quando isso aconteceu, a equipe do hospital julgou necessário avaliar as imagens de segurança do local que, por sua vez, mostravam a mulher com a criança no colo, indicando a aplicação de uma substância, possivelmente a insulina.

Posteriormente, o caso foi denunciado à DPCA e, em depoimento, a mãe optou por não dizer como havia conseguido o produto. Porém, através de uma investigação mais aprofundada foi constatado que a sua fonte era o pai da criança, que trabalhava em uma farmácia. A partir do ocorrido, a Justiça determinou que o casal não possui mais permissão para ter contato com o bebê e nem com os seus outros filhos.

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