Um crime assustou passageiros e comerciantes que estavam na rodoviária de Sorocaba, conhecida como Rodocenter, no interior de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (25). Um homem foi morto com mais de 20 facadas por três travestis na área interna de desembarque de passageiros, que ficou fechada por cerca de 40 minutos.

Segundo informações passadas pela Polícia, a vítima, identificada como Robinho, era morador de rua e ficava nas imediações da rodoviária. Comerciantes da região afirmaram que o homem era usuário de drogas e também costumava praticar furtos nas redondezas.

Em um desses furtos pode estar a motivação para o crime.

O crime

Uma equipe da Polícia Militar fazia ronda próximo à rodoviária quando, por volta das 16h30, flagrou Robinho sendo esfaqueado por três travestis. A vítima ainda tentou correr pelo setor de desembarque, provocando tumulto, mas foi alcançada já no interior do prédio onde foi esfaqueada pelo trio e sofreu mais de 20 golpes, morrendo no local. As perfurações atingiram o tórax e o abdômen. Uma equipe do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) ainda tentou reanimar a vítima, que estava com parada cardiorrespiratória, mas não teve sucesso.

Os agressores foram presos em flagrante encaminhados ao plantão policial da zona norte, onde foram autuados por homicídio.

As facas usadas para cometer o crime foram apreendidas pela polícia. O corpo do homem, que não portava documentos, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Ainda não se sabe a real motivação do crime, mas acredita-se que tenha sido por vingança, uma vez que havia ocorrido um desentendimento durante o final de semana ou também em razão de um roubo praticado dias antes.

Câmeras de segurança irão ajudar as autoridades a elucidar o caso.

Uma testemunha que estava desembarcando no momento em que ocorreu o homicídio contou ao portal G1 que a ação foi muito rápida. Ela diz que ouviu gritos e foi puxada pelo motorista para dentro do ônibus. Quando desceu, viu três pessoas já rendidas pela polícia e uma pessoa esfaqueada.

“Ouvi os gritos, as pessoas correndo e o motorista me puxou de volta para o ônibus”, disse a mulher que preferiu se manter no anonimato.

A área de desembarque ficou fechada durante cerca de 40 minutos para que fosse realizado o trabalho de perícia e os ônibus que chegavam à rodoviária tinham que parar no mesmo local onde é feito o embarque para que os passageiros pudessem descer.