Um professor de geografia, que não foi identificado, foi demitido nesta quarta-feira (17) de uma Escola particular em São José dos Campos (SP), após criticar o Governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) em sala de aula. O docente foi gravado, sem seu consentimento, na terça-feira (16) por um aluno que colocou o vídeo nas redes sociais. O vídeo, por sua vez, viralizou e os pais dos alunos pediram uma posição da escola. Na aula, o orientador inicia o discurso se referindo à eleição e faz críticas ao presidente, às políticas de governo e até à primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O fato ocorreu numa sala de ensino médio do colégio.

O que disse o professor

Em sua crítica, o docente diz: “Estamos vivendo um momento em que colocaram um imbecil lá que quer que preto, pobre, mulher, gay e transexual, o que for, se ferre”.

O educador ainda criticou o discurso da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, na posse do presidente em que ela discursa em Libras (sigla de Língua Brasileira de Sinais), mas no dia seguinte o atual Presidente cortou a pasta que cuidava dos direitos dos surdos.

O orientador, após ser questionado pelos alunos sobre a situação política do país fez críticas e discutiu com a sala sobre o assunto e no fim do vídeo o educador se diz aberto à discussão e debate com os alunos.

O que diz a escola

Em nota, o Poliedro comunicou que os professores são orientados a não emitir posicionamento político-partidário ou ideológico, justamente para não ocorrer interpretações errôneas sobre o que é posicionamento pessoal e o que é conteúdo programático escolar. E também usar um vocabulário adequado ao ambiente acadêmico. Além disso, informaram que as diretrizes do colégio são bem claras no ato da contratação e também nas reuniões de pais e mestres.

A instituição ainda deixou claro que a demissão do docente não foi pelo seu posicionamento pessoal, mas sim por zelar pelas regras da escola.

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Jair Bolsonaro Governo

Em nota, o instituto afirma que a escola deve ser um âmbito onde haja pluralidade de ideias e informações, em que os alunos sejam formadores de suas próprias opiniões.

Quanto ao aluno, a diretoria disse que ele sofrerá a punição adequada por estar usando celular em sala de aula - o que é proibido - e por gravar ou filmar a aula sem o consentimento do professor. Ainda esclareceu que não apoia qualquer atitude que possa coibir a atividade do docente.

Um funcionário da instituição que não quis se identificar afirmou que desde o ano passado a escola sofre ataques de pais de alunos por conta das eleições e que ao saberem da história, pediram "a cabeça do professor".

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