Cafu está sendo investigado pela Policia Civil depois que um relatório apontou supostos depósitos em dinheiro realizados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em favor do ex-lateral da seleção e do Palmeiras. As informações foram divulgadas em primeira mão pela revista Veja, nesta segunda-feira (7).

De acordo com a revista, Marcos Evangelista de Morais, mais conhecido como Cafu, teria recebido depósitos feitos pela organização criminosa.

Contudo, a suspeita inicial é de que o ex-jogador tenha vendido um terreno ou um imóvel no condomínio Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo.

A polícia afirma que os repasses estavam listados em um aparelho celular apreendido com Décio Gouveia Luiz, o Décio Português, no dia 14 de agosto.

Segundo a Veja, Décio Português é uma das principais lideranças da facção e próximo a Marcola. Ele seria responsável pela contabilidade, lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores do PCC.

Depois de preso, Português foi transferido no dia 28 de agosto para a Penitenciária de Presidente Wenceslau II.

Procurado pela mídia para esclarecer tais depósitos, Cafu alegou não ter cometido nenhum tipo de irregularidade e nega até mesmo ter vendido qualquer imóvel, casa ou terreno para a facção. "Não tenho nem terreno em Alphaville", declarou o futebolista.

Advogado do PT

Além de Cafu, as investigações de Décio Português também levaram a Justiça até outro nome.

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Desta vez, o alvo das investigações foi o advogado Geraldo Luiz Mascarenhas Prado. No mesmo celular as policiais teriam encontrado uma espécie de relatório que listava o pagamento de R$ 1,5 milhão ao advogado. O valor teria sido repassado pela facção para que o defensor ingressasse no STF (Supremo Tribunal Federal), em nome do Partido dos Trabalhadores, com uma ação contra uma portaria do Ministério da Justiça.

Agora, a Polícia Civil informou que irá pedir a quebra dos sigilos ficais e bancários do advogado Geraldo Luiz e também de outros defensores do PT, também mencionados em uma mensagem enviada a Décio Português. Procurado para prestar esclarecimentos, o PT informou através de nota que desconhece qualquer relação entre seus advogados e a facção.

Do presídio, Marcola mandou matar delegado

Preso no sistema federal desde fevereiro, Marcola, líder do PCC, determinou a morte de três policiais, entre eles o delegado da Policia Civil Ruy Ferraz Fontes, que é considerado um dos maiores combatentes da facção.

A informação está em uma denúncia realizada no último dia 30 de agosto, assinada pela promotora Silvia Vieira Marques, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital do MP.

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