Durante uma série de reportagens publicadas pelo G1 voltadas para o Novembro Negro, algumas vítimas de racismo em território brasileiro tiveram a oportunidade de comentar as situações vivenciadas por elas.

A história de Crispim Terral, que sofreu racismo por parte de um gerente da Caixa Econômica, em uma agência localizada no bairro Dois de Julho, região central de Salvador (BA).

A situação de Crispim aconteceu em fevereiro de 2019 e, de acordo com ele, ocorrências desse tipo não se assemelham a cicatrizes, algo que pressupõe recuperação, mas antes se parecem com feridas que não se fecham.

Apesar de dar foco à história de Crispim, a reportagem veiculada pelo G1 faz questão de destacar que a experiência dele não se trata de um caso isolado, mas antes de algo cotidiano no Brasil.

Dessa forma, de acordo com dados fornecidos pelo Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA), 191 pessoas sofreram com racismo no estado. Além disso, também se mostra válido destacar que os números referentes à injúria racial têm apresentado alta. Os dados foram coletados entre os meses de janeiro a novembro de 2019.

Ainda é possível salientar que o número de denúncias citado é maior do que o total registrado durante em 2018. No ano, o MP-BA registrou o total de 190 casos.

Também é válido citar o levantamento realizado pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela. De acordo com os dados do presente estudo, que está vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), as informações destacadas pelo MP-BA podem ser corroboradas quando se considera o aumento de 1.210% de casos somente na Bahia.

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Os números citados até o presente momento foram coletados ao longo de 6 anos, visto que o estudo citado teve início ainda no ano de 2013. No primeiro ano do Centro de Referência, apenas 10 casos de racismo foram registrados. Já no ano de 2016 o número apresentou aumentos consideráveis e chegou ao total de 90 casos ao longo do ano.

Casos com rosto

De acordo com a série de reportagens publicadas pelo G1, cada história desse tipo carrega um rosto e um nome, além de trazer uma história absurda. A título de ilustração rememora-se o caso de Maria Angélica Calmon, que foi acusada de tentar roubar um creme para assaduras em uma farmácia de Salvador.

Além dela, Albert Ângelo também pode ser destacado. Ângelo trabalha como motorista de aplicativos e foi vítima de injúrias raciais por parte de uma passageira. O caso também aconteceu em Salvador e data do mês de outubro de 2019.

Na última quarta-feira (20), foi o Dia da Consciência Negra, encarado como um momento de reflexão e de combate ao racismo. Devido a isso, o G1 optou por resgatar as histórias como maneira de conscientizar a população.

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