O caso da menina de 10 anos que foi abusada pelo tio por quatro anos e acabou engravidando ganhou os noticiários nacionais nos últimos dias. A menina confessou o crime praticado pelo parente após passar mal e ser levada a um hospital no dia 8 de agosto e exames detectarem a gravidez. A menina revelou que o homem a ameaçava e, por isso, não contou nada antes.

Menina é levada para o Recife para aborto

Na última sexta-feira (14), o juiz Antonio Moreira Fernandes determinou a interrupção da gestação da menina, moradora de São Mateus, no Espírito Santo. Após recusa de um hospital de Vitória em realizar o procedimento, a menina foi levada para um hospital do Recife, em Pernambuco.

Neste domingo, a ativista Sara Winter divulgou na internet o nome da criança abusada e o nome do hospital para onde a mesma foi levada para realizar o aborto e religiosos foram para a porta da unidade de saúde para se manifestarem contra o procedimento que seria realizado na vítima. Os manifestantes fizeram uma barreira na porta do hospital para impedir a entrada do médico que realizaria o aborto legal e quando chegou, ele foi recebido aos gritos de "assassino"'.

Médicos realizam aborto na menina

Foi divulgado nesta segunda-feira (17) que o procedimento autorizado pela Justiça começou a ser realizado na menina neste domingo e terminará nesta segunda. Os profissionais do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros disseram que no domingo foi realizado um procedimento para o óbito fetal, que já não tem mais vida.

Nesta segunda, eles realizarão o esvaziamento do útero da menina, causando contrações para a expulsão do feto. Os médicos esperam que a partir de terça-feira a menina já esteja em condições de receber alta médica. Os profissionais disseram que a menina está bem, recebendo apoio psicológico e sendo acompanhada pela avó e por assistentes sociais.

A menina estaria sentindo algumas contrações e cólicas, mas estaria bem. A coordenadora de enfermagem do hospital contou que eles optaram pelo procedimento menos invasivo possível. Eles realizaram um procedimento para o óbito do feto e depois continuarão com o uso de medicamentos para desencadear o aborto e a expulsão do feto por via vaginal, de uma forma que seja menos traumático e sem causar maiores danos à menina.

Benita Spinelli explicou que a menina sentirá dores de contrações, mas que não trazem riscos para a mesma. Ela contou que a menina e a avó estão em uma enfermaria recebendo todo cuidado e acolhimento da equipe profissional. Assim que ocorrer a expulsão do feto e a vítima estiver sem dores, sangramentos ou mesmo com algum processo infeccioso, ela poderá voltar para a sua cidade.

Vale lembrar que o homem, de 33 anos, suspeito de ter abusado da sobrinha por tantos anos, continua foragido da Justiça. A Justiça do Espírito Santo determinou que sejam retirados do ar, no Google, Facebook e Twitter, o vídeo onde Sara Winter divulga os dados pessoais da criança abusada. A Justiça alega que os dados divulgados pela ativista trazem mais constrangimento para a menina e seus familiares.

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