A Hepatite C é uma doença já contaminou muita gente, e a maioria sequer sabe que está com o vírus fica guardado no corpo por décadas.

Acontece que com a evolução da medicina, diversas doenças antes chamadas de 'incuráveis' conseguiram ao menos um bom tratamento para os sintomas. É o caso da hepatite C, por exemplo, que é uma das enfermidades que ataca lentamente o fígado, deixando sequelas que podem causar a morte, e precisam ser tratadas o mais cedo possível. De acordo com o Ministério da Saúde, esta doença é bastante silenciosa, podendo ficar incubada no organismo por décadas sem que se perceba.

Diante disto, é preciso estar atento aos exames de rotina para perceber a presença vírus no corpo. Para se ter uma ideia da gravidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde e o Fundo Mundial para a Hepatite da Organização das Nações Unidas, a hepatite C neste momento está atingindo mais de 500 milhões de pessoas, que foram infectadas com a doença e não imaginam. Apenas 5% sabe que é portador do vírus e está tratando.

Causas da hepatite C

O que diferencia a hepatite C das outras hepatites é o tipo de vírus que transmite a enfermidade, o VHC.

Um dos meios de se contrair a doença é a transfusão de sangue contaminado, acidentes com material contaminado e uso e drogas injetáveis. A transmissão do vírus durante o parto é raro de ocorrer, mas também é uma das vias de contaminação possíveis, mas apenas é visto em 5% dos casos atualmente. A transmissão sexual da hepatite C ainda não foi identificada, porém os médicos alertam para o uso do preservativo a fim de prevenir inúmeras outras doenças.

Sintomas

Dentre os principais sintomas da hepatite C então: dor abdominal, urina escura, febre, pele amarelada, náusea e vômitos, perda de apetite, sangramento no esôfago ou no estômago e fadiga.

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Saúde

Existe dois tipos de manifestação – hepatite C aguda e crônica

A hepatite C é responsável por 70% dos casos da forma crônica da doença e também causadora de 40% dos casos de cirrose no mundo, proveniente do mau funcionamento do fígado, um dos órgãos mais importantes do aparelho digestório. A hepatite C, na maioria dos casos não possui cura e o paciente fica apenas tratando os sintomas para que não avancem para a forma crônica.

A médica Marta Deguti, hepatologista do Hospital Nove de Julho, diferencia a hepatite aguda da crônica.

"A aguda é muito vistosa. A pessoa fica amarela, o fígado pode ficar inchado, dolorido. E existe a hepatite crônica, que é uma doença totalmente silenciosa. Pode estar havendo uma lesão silenciosa, em que a pessoa não sente absolutamente nada, mas o fígado lentamente, todos os dias, caminha para uma cirrose", explicou.

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