A China alcançou um marco astronômico na última quinta-feira (03), com sua missão Chang'e 4, que aterrissou no "lado mais distante” ou “lado escuro” da Lua. O lugar é chamado de cratera de Von Kármán, uma cavidade de 180 km localizada no hemisfério sul. É possível ver as fotos selecionando a galeria de fotos do site, na parte acima da matéria.

No domingo (06), a Administração Nacional Espacial da China compartilhou novas fotos em alta resolução tomada pela sonda. A espaçonave chinesa é a primeira a pousar nesta área.

Sabendo da dificuldade de transmissão de sinais para à Terra, enviaram o satélite Queqiao, que orbita a Lua desde junho de 2018, para resolver o problema e permitir que a sonda envie as informações.

O país não foi o único a tentar explorar esse espaço oculto, em 1959, a antiga União Soviética foi a primeira a conseguir captar imagens granuladas do local com a "sonda automática Lua 3", que revelou manchas suaves e escuras, confundidas pelos cientistas com mares lunares.

O grande avanço

É possível enxergar nas novas imagens que o jipe espacial Yutu 2 deixou a cápsula de pouso com êxito e agora faz a exploração da cratera.

O veículo possui um sistema especificamente desenvolvido para se mover em áreas irregulares e apresenta uma melhor performance, apesar da baixa gravidade da atmosfera lunar.

Conforme anunciado pela Administração Nacional Espacial da China, a missão pretende analisar se a região do Polo Sul lunar teria sido formada durante uma gigantesca colisão. As descobertas podem oferecer insights sobre as origens e a evolução da lua.

Os cientistas também esperam que a sonda faça observações astronômicas onde investigará a composição do solo e a possibilidade do cultivo de plantas. Além disso, conduzirá os primeiros estudos utilizando rádio de baixa frequência.

Nova missão em 2019

A missão destaca as crescentes ambições da China na indústria espacial, que deve crescer US$ 1 trilhão, até 2040, concorrendo com os EUA, e futuramente consolidando sua posição como potência regional e global.

Enquanto o jipe espacial Yutu 2 explora a cratera, os chineses estão planejando uma nova missão.

A Chang'e 5 será lançada ainda este ano, com o objetivo de pousar no eixo norte-sul da face da Lua, um local chamado Oceanus Procellarum que é o maior dos mares lunares e se estende por 2.500 km de comprimento. A nova sonda irá colher amostras do solo e trazer para a Terra. Desde 1970 que esse tipo de experimento não ocorre, o último fragmento lunar foi trazida pela expedição "Luna 24" da União Soviética.

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