Batizado de 2020MK, o asteroide que passará bem próximo à Terra tem o diâmetro de quase 200 metros. Contudo, não oferecerá perigo ao planeta, apesar do tamanho que o classifica como potencialmente perigoso e apresentar uma velocidade muito grande, o que multiplicaria sua capacidade destrutiva se houvesse impacto.

A Terra é estável no seu 'endereço cósmico'

Nosso planeta orbita o Sol, mantendo-se em seu caminho de translação numa distância perfeita, com o equilíbrio garantido pela força gravitacional da Lua e com a inclinação ideal e os movimentos de rotação em torno do seu eixo imaginário de forma a garantir a existência da vida como a conhecemos.

Asteroides são frequentes por aqui

Esta semana a Nasa (Agência Espacial Americana) emitiu um alerta para uma destas visitas. Segundo os cientistas da Nasa, um asteroide com quase 200 metros de diâmetro está na rota do nosso planeta e deverá passar bem próximo da Terra no dia 27 de junho, próximo sábado.

O acontecimento, que é comum, apresentou um recorde em 2019. Já é consenso entre os cientistas que este foi o ano, desde que começamos a registrar esses fenômenos, em que o maior número de asteroides se aproximou da Terra.

'Meia Distância Lunar' é muito perto da Terra

Alguns destes objetos ficaram muito próximos do nosso planeta, em termos astronómicos. A ESA (Agência Espacial Europeia) listou cinco objetos, cada um com 10 metros, que passaram pela Terra a uma distância de apenas “meia distância Lunar”.

O perigo potencial que estes objetos rochosos apresentam faz agências espaciais do mundo inteiro permanecerem com seus telescópios e sua atenção voltados para eles. Além da Nasa e da ESA, a Rússia deseja contribuir para estes rastreamentos e deverá inaugurar o Russian Center for Small Celestial Bodies (Centro Russo para Pequenos Corpos Celestes) ainda em 2020.

As missões DART e HERA

Além da busca por objetos celestes em nosso sistema solar os cientistas planejam especificamente desenvolver estratégias e “mecanismos” com a capacidade para interceptar e deslocar a rota de asteroides ou cometas que venham em nossa direção. A ficção científica já explorou largamente o tema, porém as observações científicas provam que não há nenhum exagero pela preocupação demonstrada pelos cientistas.

O mundo observa o Universo

A Nasa e a ESA já têm missões planejadas. Em 2022, a Nasa enviará a missão DART para colidir com o asteroide Didymos e alterar a trajetória da lua Didymoon. Em complementação a essa ação a ESA realizará a missão Hera, que deverá ir até o mesmo sistema binário, Didymos e Didymoon, para mapear e estudar o sucesso da mudança de direção e colher informações sobre a superfície impactada.

Tais esforços são justificados pelos dados obtidos durante a observação dos corpos celestes durante 2019 quando foi possível detectar e monitorar o 2019 WW4, um asteroide incluído numa lista de objetos próximos à Terra mantida pela agência espacial europeia. O 2019 WW4 tem 400 metros de diâmetro e poderá nos atingir em 2055, e mesmo a possibilidade de colisão sendo baixa, não pode ser ignorada.

Siga a página Ciência
Seguir
Não perca a nossa página no Facebook!