Novo filme do cineasta Martin Scorsese disponível na Netflix, "O Irlandês" (The Irishman) relata a história de Frank “The Irishman” Sheeran (Robert De Niro), caminhoneiro que acabou indo trabalhar para a máfia. Apesar de ser baseado em eventos reais, o longa-metragem toma certas liberdades artísticas ao deixar de fora detalhes importantes, além de alterar muitos acontecimentos.

'Ouvi Dizer que Você Pinta Casas'

Esta é a tradução do livro escrito por Charles Brandt, “I Heard You Paint Houses”, no qual a produção de Martin Scorsese se inspirou.

O longa-metragem narra principalmente a relação de amizade entre Frank Sheeran e Jimmy Hoffa (Al Pacino).

Mas alguns historiadores discordam de muitos pontos que são vistos em tela. De acordo com especialistas, o envolvimento de Sheeran na morte de Jimmy Hoffa não se deu exatamente como foi mostrado em "O Irlandês". O site ScreenRant publicou um artigo que mostra diferenças entre o que é real e o que é ficção na história do homem que pintava paredes.

O filme relata a história de Frank Sheeran de forma bem fidedigna.

É verdade o que é mostrado na tela, Frank realmente serviu o exército americano por 400 dias, ele retornou para os Estados Unidos e foi trabalhar como motorista de caminhão. Ele permaneceu nessa profissão até ser demitido por problemas legais, o que acabou por aproximá-lo de Russell Bufalino (Joe Pesci). Este encontro fez com que ele se envolvesse com a máfia.

Mas, há um detalhe no filme que não ocorreu exatamente como diz o depoimento de Frank para o livro: a relação entre ele e Jimmy Hoffa.

De acordo com o próprio Sheeran, ele “não sentiu nada” quando lhe fora ordenado por seus superiores para que assassinasse o amigo. Quem assistiu a "O Irlandês" sabe como a interpretação de Robert DeNiro mostra como Frank sofreu ao assassinar um de seus melhores amigos.

O todo poderoso Jimmy Hoffa

Assim como Robert DeNiro, que brilha ao dar vida ao protagonista, Al Pacino [VIDEO] não fica atrás ao interpretar Jimmy Hoffa, porém, o longa não aborda alguns aspectos da personalidade de Hoffa.

Ele era membro do sindicato Teamsters desde 1933 e ascendeu rapidamente na organização, acabando por se tornar presidente da unidade do sindicato em Detroit no ano de 1937.

Ele alcançou a presidência geral em 1957. Hoffa era considerado o segundo homem mais poderoso dos EUA, ficando atrás apenas do presidente John Kennedy. O presidente do sindicato era bem mais influente nos Estados Unidos do que foi mostrado na produção.

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O Jimmy Hoffa de Al Pacino era um sujeito esquentado e bem emocional, segundo fontes da época. Hoffa era um excelente negociador que tinha o poder de mudar o curso de qualquer negociação com suas demandas. Ele tinha o controle absoluto de cerca de 2 milhões de trabalhadores –esse era o número de filiados do Teamsters na época.

Clímax

O ponto alto de "O Irlandês" é obviamente o que aconteceu com Jimmy Hoffa, mas diferentemente do que o filme mostra, o paradeiro do líder sindical é um mistério até hoje.

Existe uma versão que diz que ele foi enterrado no Estádio dos Giants, New Jersey. Porém, outros dizem que Hoffa foi desmembrado e jogado no Parque Nacional de Everglades, na Flórida. No filme ele é carbonizado após ser morto por Frank. A produção da Netflix segue o que foi relatado por Frank no livro, mas não aborda as outras possibilidades para o desaparecimento de Jimmy Hoffa que foi dado como morto, porém o paradeiro de seu corpo permanece um mistério.

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