5 famosos brasileiros que entraram no #10YearsChallenge

A digital influencer Shantal em uma comparação encontrada no Google
A digital influencer Shantal em uma comparação encontrada no Google

Algumas personalidades, ao postarem suas montagens com foto de 2009 e 2019, utilizaram a legenda para descrever um pouco de suas trajetórias.

Na última terça-feira (15), a internet foi invadida por montagens de fotos de celebridades comparando suas aparências em 2009 e 2019. O Instagram, uma das redes sociais mais acessadas nos últimos anos, ficou repleto de fotos com a hashtag 10YearsChallenge (o que em tradução livre seria Desafio dos 10 anos). Mas, no Brasil, algumas dessas personalidades aproveitaram os posts para fazerem uma breve linha do tempo de suas vidas.

Não se sabe exatamente como ou quem começou com a hashtag, mas ela ainda está fazendo muito sucesso, já que os seguidores adoraram acompanhar as comparações das celebridades. Alguns seguiram exatamente a “regra” dos 10 anos, já outros, mais descontraídos, aproveitaram para fazer montagens bem inusitadas. O fato é que muita gente apostou mesmo foi na legenda, usando-a para descrever momentos importantes de 2009 e agora 2019.

Celebridades brasileiras e suas linhas do tempo

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Manuela D'Ávila

A jornalista Manuela D’Ávila, que disputou as últimas eleições como vice-presidente, utilizou a hashtag para contar um pouco de todo o preconceito e também luta interna que enfrentou nos últimos 10 anos. Ela relatou que em 2009 já era deputada federal e que se pudesse definir sua vida em uma palavra, seria: solidão. Manuela comparou sua vida agora, dizendo que o cabelo natural, os quilos a mais, a filha Laura e as tatuagens que possui, fazem com que ela nunca se esqueça de quem realmente é.

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10 anos e umas quantas vidas. A Manuela de 2009, loira, absurdamente magra e solitária. Já era a Manuela deputada federal campeã de votos, em primeiro mandato, com 27 anos, naquele mundo Brasília, cheia de sonhos e muito sozinha. A solidão era dilacerante. se fosse pra resumir tudo em uma palavra seria essa: solidão. Não tinha acolhida, era praticamente a única jovem a ocupar os espaços que ocupava, o machismo era cruel, transformava tudo em trabalho. Manuela, 2019: cabelo natural com muitos fios brancos, com uns bons quilos a mais, sorriso livre e umas quantas tatuagens me lembrando cada passo para chegar até aqui. Pra que eu não esqueça quem sou, porque estou aqui, como doeu caminhar por tanto espinho. Agora sou a Manuela Acompanhada por mulheres extraordinárias, acolhida pelo afeto, empatia e sororidade que só o feminismo nos da. A Manuela madrastra do Gui e mãe da Laura, companheira do Duca, que aprendeu que é preciso ser feliz para poder seguir lutando. A Manuela que abriu mão de ser deputada federal, de concorrer à prefeita e que se mudou para Porto Alegre para ir à feira e buscar a filha na escola. E que depois disso tudo percorreu o Brasil inteiro como candidata à presidência e vice. A Manuela de 2019 é inteira. Que os anos sigam me fazendo bem. Por dentro. (Não gosto nem de pensar no que seria o desafio #10yearchallenge no Brasil... que dor comparar 2009 com 2019!)

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