Estudo recente publicado na revista médica British Medical Journal (BMJ) investiga a relação entre a estação do ano de nascimento de uma pessoa e a morte por doenças cardiovasculares. Não foi comprovada uma correlação entre estação do ano e mês de nascimento quanto à mortalidade por outros fatores em geral.

Estação do ano

Os cientistas da Brigham and Women's Hospital and Harvard Medical School, em Boston, mediram o risco de morte por ataque do coração para os que nasceram na primavera e no verão, comparados com os que nasceram no outono. Após o controle de diversos fatores, incluindo variáveis familiares e socioeconômicas, demonstrou-se que os nasceram na primavera e no verão tiveram um "leve mas significativo" aumento na mortalidade por doenças cardiovasculares.

Os que nasceram no mês de abril apresentaram as maiores taxas e os que nasceram em dezembro, as menores. As estações do ano mencionadas na pesquisa têm como referência o Hemisfério Norte --para o Hemisfério Sul a inversão é de seis meses.

Além disso, os resultados apontam que, entre as pessoas da amostra analisadas, comparadas às que nasceram em novembro, as que nasceram entre março e julho tiveram maior mortalidade. A pesquisa também usou como referência dois outros estudos, realizados ao longo de 20 anos na Suécia, que demonstraram resultados semelhantes para o mês de novembro, envolvendo seis milhões de pessoas e quatro milhões, respectivamente.

Fatores socioeconômicos não são a principal razão para a variação entre a mortalidade por doenças cardiovasculares e a estação do ano, de acordo com o estudo publicado na BMJ.

Os especialistas relatam a probabilidade da influência da vitamina D – se uma mulher grávida toma menos sol durante a gravidez, no inverno, por exemplo, ela pode apresentar alguma restrição da vitamina. Essa deficiência poderia talvez aumentar o risco de problemas cardíacos na futura vida adulta do bebê.

No entanto, o estudo não aponta evidências que comprovem essa teoria.

Pesquisa

Para a análise, foram avaliados dados do Nurse’s Health Study que tiveram início em 1970, envolvendo 121.700 enfermeiras nos Estados Unidos, entre 30 e 55 anos. Ao longo de 38 anos de estudo, houve 43.248 mortes. A base de dados inclui informações detalhadas das pacientes quanto ao histórico médico, peso, altura, se é fumante, demografia, estilo de vida, além de nível educacional ou mesmo se possuem casa própria.

Diversos países citados na pesquisa investigaram ao longo dos anos a correlação entre a estação do ano de nascimento e a longevidade, entre os quais Estados Unidos, Suécia, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Lituânia e Japão.

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