No primeiro dia útil do governo Jair Bolsonaro, o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, fechou com alta de 3,5%, atingindo 91.012 pontos, alcançando seu recorde histórico, antes registrado em 3 de dezembro passado, quando fechou com 89.820 pontos. A pontuação máxima do dia também foi recorde, quando o índice chegou a bater 91.478 pontos, superando o pico histórico, também registrado no dia 3, que foi de 91.242 pontos.

O dólar, por sua vez, recuou 1,69%, sendo vendido a R$ 3,8087, tendo a menor cotação desde 11 de setembro do ano passado, quando a moeda americana foi negociada a R$ 3,807.

A queda também em função do primeiro dia de trabalho do novo presidente, marcado por encontros internacionais e transmissão de cargos para os novos ministros, dentre eles, Sergio Moro e Paulo Guedes.

No último dia útil de 2018, e antes da troca de presidentes, o Ibovespa havia subido 2,84%, batendo os 87.887 pontos, tendo alta acumulada no ano de 15%.

Eletrobras, Sabesp, Petrobras e bancos puxam as ações

O número histórico do Ibovespa foi catapultado principalmente por conta da valorização das ações da Eletrobras, que fecharam em alta de 20,72% após o novo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assegurar que dará continuidade ao processo de privatização da estatal.

Também impulsionado por uma possível privatização, os papeis da Sabesp figurou entre as maiores altas do dia, com valorização de 9,11%. Isso ocorreu após Henrique Meirelles, novo secretário da Fazenda de São Paulo revelar que o novo Governo estadual estuda privatizar a companhia. Também não está descartada a capitalização através da criação de uma holding, que manterá o controle da empresa com o Estado.

Os bancos também tiveram forte influência na alta na bolsa. As ações do Banco do Brasil fecharam com alta de 4,54%, as do Bradesco em 4,5% e as do Itaú em 4,28%. Já os papéis da Petrobras tiveram alta de 6,08%.

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Jair Bolsonaro Governo

Bolsa brasileira cresceu em 2018

No ano passado, a bolsa de valores brasileira foi uma das que teve melhor desempenho no mundo, com um avanço de 15% e se destacando em meio a uma queda generalizada dos mercados globais. China, Estados Unidos e outros países da América Latina fecharam o ano com perdas. A guerra comercial entre China e Estados Unidos acabaram beneficiando a bolsa brasileira.

Este foi terceiro ano consecutivo de alta da bolsa brasileira. Em 2016 havia avançado quase 40% e em 2017 teve um ganho acumulado de 26%.

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