No sábado (8), os associados do Fluminense escolherão através de voto quem irá gerir o clube pelos próximos três anos, e em entrevistas concedidas nos últimos dias, Mário Bittencourt, advogado de 40 anos e um dos candidatos a suceder Pedro Abad, encabeçando a chapa "Tantas Vezes Campeão", falou sobre os seus projetos. Ricardo Tenório, da chapa "Somos Libertadores", é o outro candidato à presidência do Fluminense.

Mario Bittencourt tem como principal parceiro Celso Barros, ex-presidente da Unimed, empresa médica que, entre 1999 a 2014, foi patrocinadora e principal responsável pelo grande investimento no Futebol profissional.

Segundo o jurista, a agremiação das Laranjeiras necessita, antes de tudo, recuperar a credibilidade perdida no mercado.

"O clube está sem credibilidade e sem crédito. Acho que muito em parte pela péssima gestão que foi feita do ponto de vista, inclusive, de gestão de pessoas e de crises.

Fluminense teve atitudes, como aquela demissão em massa de jogadores por WhatsApp, que foi algo desastroso. Acho que a minha figura e a figura do Celso, dois caras que estão há muitos anos no futebol, trazem essa credibilidade de volta", resumiu Mário em entrevista ao UOL Esporte.

Além dos bastidores, Mário Bittencourt expôs os planos para a equipe de futebol. De acordo com o candidato, o atual elenco não é ruim, mas necessita de duas a três peças para tornar o grupo mais competitivo.

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Para isso, diante da grave crise financeira pela qual atravessa o Fluminense, será preciso criatividade.

"Vamos trazer jogadores importantes sem desembolso do clube no ponto de vista de compra. Se você tiver o mínimo de criatividade e for respeitado no mercado, consegue montar um time um pouco mais forte com jogadores que façam a torcida encher o Maracanã", assegurou.

Mário promete a busca do parcelamento de dívidas

Desde a última sexta, o Fluminense, por conta de uma pendência de R$ 14 milhões, corre o risco de ser excluído do PROFUT, programa de refinanciamento de dívidas lançado no governo Dilma Roussef.

Se eleito, Mário Bittencurt garante que seu primeiro ato será a busca em reorganizar não só essa como todas as demais dívidas do clube.

"Nosso primeiro ato será tentar parcelar novamente os débitos trabalhistas, estender a linha de corte. Alinhando o pagamento das dívidas, que é organizar, hierarquizar o pagamento da dívida, não tenho mais penhora", explicou em entrevista ao Globoesporte.

"Porque a gente não paga o ProFut?

Porque temos a penhora nas contas e não tem dinheiro para pagar. Tendo fluxo de caixa, consigo atrair os investidores", encerrou.

Enquanto isso, dentro das quatro linhas, o Tricolor, após ser eliminado da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, volta as suas atenções para o Campeonato Brasileiro. No domingo, a partir das 19 horas (de Brasília), no Maracanã, enfrenta o arquirrival Flamengo.

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