As derrotas de 2 a 1 e 3 a 0 para Flamengo e Goiás, respectivamente, no final de semana passado levaram Cruzeiro e Fluminense à zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Apesar de ainda haver todo o segundo turno pela frente, a Raposa e o Tricolor, se não reagirem, podem protagonizar um vexame que não acontece há quase duas décadas: dois dois chamados 12 grandes do futebol nacional disputarem, na temporada seguinte, a Série B.

A única vez em que duas das principais equipes do futebol nacional caíram para a Segunda Divisão aconteceu em 2002, quando o Brasileiro tinha 26 participantes e, assim como hoje, quatro agremiações foram rebaixadas, sendo duas delas, Palmeiras (24º colocado) e Botafogo (lanterna).

O namoro com a degola.vem sendo uma constante no Fluminense desde o início do Brasileiro de 2019. Até o momento, a melhor posição do Tricolor no certame foi um 13º lugar ao término da terceira e da quinta rodada. Somando-se as 20 rodadas, o clube das Laranjeiras integrou o chamado Z-4 em oito delas.

Já o Cruzeiro passou a integrar o grupo daqueles que lutam contra o rebaixamento a partir da nona rodada. Ao todo, o Alviceleste de Minas Gerais esteve entre os virtuais rebaixados por seis ocasiões.

Apesar da pressão, Oswaldo tem marca superior a Diniz

Após o revés para o Goiás no último domingo, a pressão de uma grande parcela da torcida para a demissão de Oswaldo de Oliveira e o retorno de Fernando Diniz cresceu bastante. Os números, porém, mostram que o atual comandante do Tricolor tem um desempenho superior ao seu antecessor.

Se jogava mais bonito e mostrava mais mecanismos para vencer os jogos, o Fluminense, sob a direção de Fernando Diniz, obteve um aproveitamento de 25% dos pontos disputados. Já com Oswaldo, que adota um estilo bem mais pragmático, o Tricolor se mostrou mais equilibrado e atingiu um rendimento de 40%, pouco, no entanto, para a equipe fugir de qualquer ameaça de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Em entrevista coletiva depois da partida contra o Goiás, Oswaldo de Oliveira tentou justificar o fraco desempenho.

"Cheguei tem exatamente um mês, são sete jogos. Tem muitas situações que a gente não consegue resolver com um mês de trabalho e sem fazer as escolhas que gostaríamos de fazer, com meios de trabalho e sem fazer as escolhas que a gente gostaria", resumiu o treinador, acrescentando.

"Estou tentando solucionar, fazer o meu melhor, estamos empenhados em que a equipe tenha mais equilíbrio e essas coisas não acontecerem", complementou.

Nos próximos dias, Oswaldo vai ter duas boas oportunidades para mudar o panorama. Na quinta, às 20h (de Brasília), o Fluminense encara o Santos. No domingo, a partir das 16 horas (de Brasília), o adversário.

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