Com a missão de conduzir seu grupo a uma reviravolta no torneio, neste domingo (8), pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, Adílson Batista, técnico do Cruzeiro Esporte Clube, escalou para o último compromisso da temporada de 2019: Fábio, Orejuela, Cacá, Léo, Dodô, Henrique, Éderson, Jadson, Marquinhos Gabriel, Pedro Rocha e Ezequiel (esquema tático: 4-3-3).

Seu adversário, a Sociedade Esportiva Palmeiras, dirigida pelo treinador interino Andrey Lopes, compôs sua formação inicial com Weverton, Marcos Rocha, Luan, Antônio Carlos, Diogo Barbosa, Matheus Fernandes, Bruno Henrique, Lucas Lima, Raphael Veiga, Zé Rafael e Dudu (4-2-3-1).

No primeiro tempo, os mineiros, cientes da importância da vitória para evitar o rebaixamento e incentivados por 24.035 pessoas, com torcida única, por recomendação do Ministério Público, buscaram equipar o jogo através da vontade e disposição de brigar por cada bola, mas não puderam criar nenhuma chance real de gol, pela falta de qualidade na armação do meio-campo para o ataque.

O Palmeiras foi mais incisivo, incomodando o goleiro Fábio por algumas vezes. A principal oportunidade do Verdão foi em um chute cruzado de Zé Rafael, que obrigou o arqueiro da Raposa a se esticar para evitar que suas redes balançassem aos 15 minutos.

Para os cruzeirenses, o único motivo de comemoração durante os 45 iniciais foi por uma movimentação no placar em outra partida: Botafogo x Ceará.

O Vozão era adversário direto na disputa contra a queda para a série B do Brasileirão.

O clube da estrela solitária fez 1 a 0 em cima dos cearenses, com Marcos Vinícius, mudando completamente a atmosfera do estádio do Mineirão, deixando o time da casa mais confiante na conquista do objetivo de se livrar da zona do descenso.

A segunda etapa reservou momentos de apreensão e sofrimento para a torcida do Cruzeiro. Aos 12', Zé Rafael aproveitou ótimo passe de Raphael Veiga e bateu de primeira no canto direito. Fábio tentou defender, mas a bola passou por ele e foi morrer no fundo de sua meta, 1 a 0 para o alviverde.

Como se não bastasse ser vazado pelo rival paulista, o Ceará também empatou com o Botafogo no Engenhão, gol de Thiago Galhardo.

Depois disso o som de bombas estourando enquanto o jogo ocorria tomou conta do ambiente.

O palestrino Dudu, revelado na base cruzeirense, ainda fez o segundo gol se sua equipe. Aos 38', utilizando a cabeça para definir um cruzamento de Bruno Henrique, a finalização acertou o ângulo, e Fábio nada pôde fazer para interceptar: 2 a 0 e rebaixamento à vista. Com o sucesso obtido fora de casa, o alviverde terminou em 3º lugar, com 74 pontos.

Aos 41', o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique paralisou o duelo devido à revolta do público nas arquibancadas. Algumas pessoas começaram a depredar as cadeiras do estádio e tentaram invadir o campo.

Policiais, que estiveram presentes em grande número, buscaram coibir a violência, e em pouco tempo as forças de segurança recomendaram o encerramento do embate pelo risco que a atmosfera do local causava aos atletas, pedido atendido rapidamente pelo responsável do apito.

Alguns jogadores da Raposa saíram do gramado chorando copiosamente, amargando a primeira ida do time de Belo Horizonte à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. A fraca campanha foi composta por sete vitórias, 15 empates e 16 derrotas, determinando a 17ª colocação.

No outro encontro entre Botafogo e Ceará, o resultado foi de 1 a 1, esta contagem já decretaria a queda do time de Minas Gerais, pois ele precisava vencer seu encontro com o Verdão, e de um revés dos cearenses, entretanto, nenhuma destas possibilidades se concretizaram e a equipe terminou no 16º lugar, com 39 pontos, três a mais que o primeiro a cair.

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