Com amplo domínio, especialmente no primeiro tempo, o Fluminense derrotou o Botafogo por 3 a 0 na tarde deste domingo (9), no Maracanã, no clássico válido pela última rodada da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca.

Esse resultado assegurou o Tricolor nas semifinais da competição e, na próxima quarta-feira, a partir das 20h30 (de Brasília), novamente no palco mais tradicional do Futebol do Rio de Janeiro, necessita de um empate diante do Flamengo para estar na decisão do torneio.

Em contrapartida, o Alvinegro de General Severiano, que já entrou em campo sem chances de classificação, pensa, agora, na Taça Rio, segundo turno do Estadual, por onde estreia no dia 1º de março, recebendo, no Nilton Santos, o Boavista.

Show tricolor e apatia alvinegra na primeira etapa

O primeiro Clássico Vovô de 2020 demorou pouco mais de 45 minutos para ser decidido. O Botafogo até começou a partida dando a sensação que não daria qualquer oportunidade ao adversário. Logo de cara, Danilo Barcelos, em uma bela cobrança de falta pelo lado esquerdo, carimbou o travessão da meta defendida por Muriel.

Aos poucos, o Fluminense reverteu o quadro e, com muita velocidade de seu trio ofensivo formado por Marcos Paulo, Evanilson e Wellington Silva, municiados por Nenê, envolvia facilmente a zaga alvinegra.

Aos nove minutos, Wellington tocou para Gilberto. O lateral-direito avançou e cruzou. De primeira e sem deixar a bola cair, Nenê, finalizando de pé esquerdo, colocou no ângulo direito, sem qualquer oportunidade de defesa paar Gatito Fernandez.

No lance seguinte, Evanilson recebeu livre, mas, na hora de chutar, foi empurrado pelo zagueiro Marcelo Benevenuto. pênalti inexplicavelmente não marcado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães.

para sorte dos tricolores, esse lance não causou sérios danos, pois, aos 19 minutos, em nova jogada pela direita, Wellington Silva avançou e cruzou raseiro para Nenê. Da meia-lua, o camisa 77 ajeitou antes de finalizar. A bola ainda tocou na trave antes de balançar as redes: Flu 2 a 0.

O passeio da equipe das Laranjeiras continuou. Aos 31, Henrique recebeu passa de Evanilson e arriscou da entrada da área, mandando por cima do travessão de Gatito.

Seis minutos depois, Egídio tabelou com Nenê, entrou na área pela esquerda e cruzou. Wellington Silva, livre, só teve o trabalho de escorar e fazer o terceiro do Fluminense.

O quarto poderia ter vindo com Evanilson. Lançado por MArcos Paulo, o camisa 9 driblou Gatito Fernandez duas vezes antes de fazer o gol, mas, como estava impedido, o lance acabou sendo anulado.

Ritmo lento na segunda etapa

Diante da vantagem de 3 a 0, o Fluminense voltou com um ritmo bastante lento na segunda etapa. A rigor, o time dirigido pelo técnio Odair Hellmann praticamente criou uma grande oportunidade logo no início do período complementar.

Nenê deu passe em profundidade para Wellington Silva. Na velocidade, o atacante, que retornou após um período de empréstimo ao Internacional-RS, ganhou de Joel Carli e só não marcou porque Gatito, de perna esquerda, mandou para escanteio.

O Botafogo, por conta da postura tricolor em administrar o resultado, até tentou diminuir o vexame. O técnico Alberto Valentim, no intervalo, sacou Cícero e Barrandeguy, colocando, respectivamente, Igor Cássio e Thiaguinho e, durante o segundo tempo, trocou Caio Alexandre por Alex Santana. Do outro lado, Odair Hellmann, aproveitando os três pontos garantidos, promoveu as estreias de Caio Paulista e do peruano Fernando Pacheco, além da volta de Paulo Henrique Ganso.

O placar, porém, seguiu inalterado.

Ao final do jogo, em entrevista coletiva, o técnico do Fluminense Odair Hellmann, mostrou contentamento com a partida da equipe e destacou o caminho de construção do elenco. Do lado alvinegro, Alberto citou o domínio do início do clássico para lamentar o tropeço.

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