Ronaldinho Gaúcho não entendeu que cometeu um crime ao entrar no Paraguai com documentos falsos. A informação foi dada através do advogado do ex-jogador e de Assis, seu irmão e empresário, ao jornal Folha de S.Paulo. Ao veículo, Adolfo Marín contou que o ex-jogador não tinha noção do que estava fazendo.

"A Justiça não levou em consideração que ele não sabia que estava cometendo um delito porque não entendeu que lhe deram documentos falsos, ele é tonto", diz Adolfo.

Entenda o caso envolvendo Ronaldinho

Ronaldinho Gaúcho e Assis foram presos na última quarta-feira no Paraguai. Os dois foram ao país vizinho para participar de um evento de uma ONG chamada de Fundação Fraternidade Angelical. Quando chegaram no país, os dois foram parados no aeroporto pelas autoridades locais sob suspeita de falsificação dos passaportes, caso que foi confirmado poucas horas depois pelo Ministério Público paraguaio. Os documentos ilegítimos chamaram a atenção das autoridades quando Ronaldinho e Assis chegaram no Paraguai, por isso ficaram suspensos e depois foram presos.

Atualização caso Ronaldinho

Neste sábado (7), a Justiça do Paraguai pediu para que Ronaldinho [VIDEO] e o seu irmão se mantivessem presos. Os dois seguem na Díaz. Ambos seguirão em reclusão na Agrupación Especializada da Polícia Nacional do Paraguai, em Assunção.

"O juizado considera que estamos contra um fato punível pelo Estado. Há perigo de fuga porque se trata de um estrangeiro que ingressou ao país de forma ilegal.

Pediram a prisão domiciliar, mas não apresentaram nenhum documento", declarou Clara, juíza que conduz o caso.

Pedido de prisão domiciliar

Osmar Leal, promotor do caso, pediu que Ronaldinho e Assis fossem presos porque segundo ele existia a possibilidade dos dois viajarem ao Brasil. A defesa do ex-jogador e do empresário contestaram e pediram que os dois ficassem em prisão domiciliar. Segundo o advogado dos dois, Assis tem um problema no coração e precisa de cuidados, por isso a solicitação.

O pedido, no entanto, foi negado. Vale destacar, porém, que nenhum exame ou atestado do problema de saúde de Assis foi mostrado à Justiça paraguaia.

Suspeita de lavagem de dinheiro

A ida de Ronaldinho ao Paraguai levantou uma suspeita das autoridades paraguaias. O promotor Osmar Leal pediu a prisão preventiva de Dalia Lopez, responsável pela ida do ex-jogador e do irmão ao país vizinho. A empresária é investigada por desvio de dinheiro desde setembro do ano passado. A investigação é feita pelo Ministério de Tributação do país, o equivalente à Receita Federal no Brasil.

A paraguaia é suspeita de desvios de até 10 milhões de dólares e teria, segundo autoridades paraguaias, aproveitado a ida de Ronaldinho para poder lavar dinheiro.

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