A Superliga Feminina de Vôlei será o primeiro grande torneio esportivo no Brasil a sofrer um baque definitivo por conta da pandemia do coronavírus. Nesta quinta-feira (19), a organização informou que a competição será encerrada de forma definitiva sem ninguém ser declarado campeão. A decisão foi tomada após uma reunião com os dirigentes dos clubes através de videoconferência

A competição havia encerrado na semana passada sua primeira fase, com o time do Praia Clube na liderança [VIDEO]. O início das quartas-de-finais já havia começado, mas no sábado saiu o anuncio que o campeonato, assim como as demais modalidades, seria paralisado.

Durante a votação sete clubes votaram pelo encerramento do torneio e apenas dois optaram por seguir aguardando mais algum tempo.

A justificativa dos dirigentes é que não seria compensatório pagar meses de salários a atletas para jogar apenas mais uma ou duas fases do torneio. Além disso, o contrato de muitas atletas irão se encerrar em maio e a competição, se voltasse, terminaria depois e os clubes não teria, verba para negociarem a extensão do acordo.

Para efeitos de classificação para torneios sul-americanos, valerá a classificação final da primeira fase.

“Sentimos muito por ver a Superliga terminar dessa forma”, disse o Superintendente de Competições Quadra da CBV, Renato D´Ávila. “Mas sabemos que é absolutamente necessário”, completou.

Masculino deve seguir mesmo caminho

O mesmo caminho pode ser traçado pela versão masculina do torneio, mas os dirigentes dos clubes decidiram por esperar mais um mês. Dez clubes votaram por essa opção em quanto que três queriam que a temporada já fosse encerrada agora.

Com relação à Superliga B, espécie de segunda divisão dos dois torneios, não será declarado campeão tanto no masculino quanto no feminino e os times que estavam em primeiro e segundo lugar em ambas as competições na fase de classificação garantiram o acesso.

Jogador do Paulistano testa positivo

Depois de vários jogadores da NBA e de clubes de futebol para a Europa testarem positivo, foi detectado o primeiro caso de coronavírus em um atleta que atua no Brasil.

O pivô Maique, do Paulistano, teve a confirmação de que foi infectado.

O jogador de 26 anos, que entrou em quadra no último dia 9 pelo NBB, estava internado desde o último domingo (15). Os primeiros sintomas, como tosse leve e febre alta começaram a se manifestar no dia 13. No domingo ele procurou atendimento médico e foi colocado em isolamento. O resultado saiu na noite da última terça-feira (17) e ele recebeu alta na quarta (18).

O Paulistano informou que todos os atletas e funcionários do clube que tiveram contato com jogador foram colocados em quarentena e estão seguindo de forma rígida as orientações da OMS.

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