Um dos reforços contratados pelo Sport Recife para esta temporada, o volante Jean Patrick entrou na Justiça do Trabalho com pedido para deixar o clube. A alegação é referente a atrasos no pagamento de salários e direitos de imagem, além dos depósitos no FGTS não estarem sendo realizados.

De acordo com o advogado do jogador, Filipe Rino, o clube pernambucano deve três meses de direitos de imagem e salários, e há quatro meses que o FGTS não é depositado. Dessa forma, baseado no que diz o Artigo 483 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que trata justamente da rescisão indireta após três meses de vencimentos atrasados, ele pede baixa do registro junto à CBF.

No entanto, a juíza designada para o caso, Walkíria Miriam Pinto de Carvalho, da 14ª Vara do Trabalho de Recife, não acatou o pedido do advogado do atleta de forma imediata, uma vez que ela considerou a necessidade de “produção de provas para formação do convencimento”. Assim, uma audiência será agendada.

Por conta das audiências presenciais estarem suspensas em razão da Covid-19, o advogado fez uma nova solicitação na tentativa de rescisão imediata.

O vice-presidente jurídico do Sport, Manoel Veloso, infirmou que o clube ainda não foi notificado e que nenhum atleta lhe falou nada sobre isso. Ele adianta, no entanto, que o clube quer apenas quem queria comprar a briga do Sport e mandou um recado para quem estiver descontente.

“Só fica quem tiver interesse de comprar a briga. As portas da rua são a serventia da casa”, cravou o dirigente.

Depois de fazer uma boa Série B com a camisa do Cuiabá, Jean Patrick foi contratado pelo Sport em dezembro do ano passado. Ele começou a temporada como titular, mas foi perdendo espaço ao longo dos jogos.

O jogador entrou em campo pelo clube em seis oportunidades e marcou um gol.

Dívida por André

O Sport também tem enfrentando problemas com jogadores que sequer estão mais no clube. Nesta semana, a FIFA ordenou que o clube pernambucano pagasse novecentos e sete mil e quinhentos euros (5,7 milhões de reais), ao Sporting de Portugal.

O montante é referente à compra de 50% dos direitos do atacante André, feita em 2017.

A entidade máxima do Futebol deu o prazo de 45 dias para o time do nordeste quitar a dívida com os portugueses. Caso o valor não seja pago, o time poderá ficar impedido de contratar por três janelas de transferências. Além disso, o time também está sujeito a perda de pontos no campeonato e rebaixamento. O Sport ainda tem a opção de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte.

Depois de uma temporada no Rubro-Negro, André se transferiu para o Grêmio em 2018 por 2 milhões e meio de euros, o que na cotação da época dava cerca de 10 milhões de reais.

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