Quando tivercontando histórias devemos observar o público- alvo para o qual a história serácontada. Não se utiliza a voz da mesma forma em que uma conversacoloquial entre duas ou três pessoas. Deve-se ter consciência de que a voz estásendo usada para comunicação com um grupo de crianças.

A voz deve ser clara, as palavras bem pronunciadas. Não podemos usarpalavras de difícil compreensão, que não pertencem ao vocabulário das crianças.Caso a dicção for ruim, não é só uma palavra que não é entendida, são várias.

O primeiro passo é tomar o cuidado de pronunciar de forma clara cada umadas sílabas que compõem a palavra, sentindo cada um dos seus sons. Problemasmais comuns: R, S e L no final das palavras devem ser cuidadosamentepronunciados, bem como encontros de vogais no meio da palavra: ae, ei, ou, etc.Principalmente o i é muito esquecido quando se encontra no meio da palavra:peneira, madeira, etc. Encontros consonantais: placa, sóbrio, sobrado, dramático,grupo, praça etc. Dar espaço entre uma palavra e outra, procurando não emendar as palavrasde uma mesma frase.

No final das frases, onde há vírgula ou ponto, o espaçodeve ser um pouquinho maior.

Ao contar uma história deve ter cuidado com o volume da voz. Não podeser muito baixa, pois assim o ouvinte pode não ouvir e nem alta demais ao pontode irritar quem a escuta. Cada ambiente exigirá um volume de voz adequado eisto precisa ser avaliado. Os seguintes fatores devem ser levados em conta:distância entre o narrador e sua plateia, o tamanho e a acústica da sala e osruídos externos. Cada narrador tem uma velocidade na fala, isto éuma característica individual.

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Mas deve-se cuidar quando esta velocidade influina compreensão do texto. Variar a velocidade da voz pode auxiliar nainterpretação do texto: falar mais rápido pode passar mais emoção, umsentimento de urgência, e falar mais devagar é adequado quando se deseja passarum sentimento de paz, harmonia, serenidade.

Tenha vocabulário claro, masevite usar gírias ou palavras que não tem nada a ver com a história que estásendo contada. Contar histórias é mais do que falar bem, é ser um pouquinhoator; é interpretá-la. Muitas vezes vocêterá que interpretar vários personagens ao mesmo tempo.

O bom contador de histórias não ficao tempo todo sentado. Ele se movimenta enquanto narra a história. A históriacontada é mais interessante do que a apenas lida. O Contador tem que sentircomo se estivesse vivendo a história. Não podemos esquecer que o corpo fala.

O rosto do contador de história devedemonstrar sentimentos como alegria, tristeza, dor, pavor. A expressão do rostofala mais do que as palavras...

A imitação traz a brincadeira, é essencial e as crianças estão sempreprontas para isso.

Por exemplo: o monstro fala grosso, grave, alto epausadamente. O seu corpo é truculento, o que se consegue mostrar com as pernasafastadas e “arredondadas”, com o pescoço esticado movimentando-se em conjuntocom a cabeça.

Dohme (2000) ressalta que, podem ser usadas várias técnicas como suportepara os educadores aperfeiçoarem seu conhecimento de aplicação na narração de uma história. Alguns exemplos: usar o próprio livro, gravuras, figuras sobre ocenário, fantoches, dedoches, teatro de sombras, dobraduras, poesias, maquete,bocões (tipo ventríloquo), marionetes, interação com a narração (poderá serfeita uma canção para ser usada em momentos-chaves), efeitos sonoros esensitivos, enfim, não há limites para a criatividade.

Quem for contar histórias deve antes observar outras pessoas que contamhistória para se inspirar olhando os pontos positivos de quem conta e osnegativos e assim construir a sua forma de narrar suas histórias.

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