Na última segunda-feira (29), um caso de xenofobia foi denunciado por brasileiros da Universidade de Lisboa, em Portugal. O comentários com xenofobia teriam sido direcionados a estudantes de mestrado na faculdade de direito da instituição. A direção irá abrir processo disciplinar para apurar os fatos, que já teriam seus responsáveis identificados. Os autores dos comentários seriam estudantes de um grupo de humor do curso de direito da instituição. Houve protesto de estudantes brasileiros no exterior da universidade contra casos de xenofobia e racismo.

Cartaz trazia frase com teor xenófobo

Nos corredores da universidade foi deixada uma caixa de madeira com um cartaz colado e pedras em seu interior. A mensagem do cartaz continha a seguinte frase: "grátis se for para a atirar a um zuca (que passou a frente no mestrado)". Zuca é o apelido pejorativo para brasileiros.

Um outro cartaz identificava a caixa como uma "Loja de Souvenirs". Segundo o site Observador, a estudante Lusa Flora Almeida foi uma das primeiras estudantes brasileiras a denunciar o caso de xenofobia nas redes sociais e confrontar o grupo "Tertúlia" com a situação.

Segundo a subdiretora da universidade, Paula Vaz Freire, os responsáveis pela iniciativa já foram identificados. A dirigente informou que os cartazes foram imediatamente retirados dos corredores da universidade a partir do momento em que a direção tomou conhecimento do fato. Ela disse ainda que a direção não compactua com quaisquer atitudes impróprias de caráter xenófobo e discriminatório.

Após ser contactado pela estudante brasileira, o português reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, afirmou que irá abrir um processo disciplinar para apurar se o fato ocorrido na última segunda-feira (29) foi um caso de xenofobia.

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O reitor disse que é inadmissível este comportamento na universidade e que medidas serão tomadas para punir de forma exemplar os responsáveis por tal atitude.

Protestos após o episódio de xenofobia

Na tarde da última segunda-feira (29), estudantes brasileiros se mobilizaram para a realização de um protesto no exterior da universidade.

Bandeiras do Brasil foram erguidas, gritaram "xenofobia não!" e exibiram mensagens como "xenofobia é crime!" e "queremos respeito!".

Segundo o jornal Extra, a estudante brasileira Maria Eduarda Calado contou que achou a nota emitida pela universidade fraca e que as medidas a serem tomadas deveriam ser duras para servirem como exemplo, pois as pessoas deveriam saber que não é normal fazer coisas desse tipo. A estudante enfatizou que, pela nota, entende-se que o grupo responsável pelo caso de xenofobia estaria concorrendo às eleições acadêmicas e que como punição, deveriam ser eliminados do processo.

A estudante refere-se à nota emitida pela universidade, onde sua direção afirmou que mesmo em campanhas eleitorais para órgãos associativos de estudantes, não seriam tolerados quaisquer atitudes ofensivas relativas a alunos.

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