Nessa terça-feira (7), milhares de pessoas seguiram o cortejo do general iraniano Qassem Soleimani após o velório do militar, que aconteceu em Kerman, sua cidade natal. A ocasião em questão foi marcada por um grande tumulto, que acabou por deixar dezenas de mortos e também alguns feridos. Soleimani faleceu após ser vítima de um ataque dos Estados Unidos no Irã.

Sobre as vítimas durante o cortejo fúnebre, é possível destacar que não se tem um número definitivo. Segundo informações fornecidas pela TV estatal do Irã, 56 mortes teriam sido registradas.

Outras 213 ficaram feridas, segundo as autoridades locais.

A tragédia em questão ocorreu devido à presença massiva no cortejo fúnebre, que foi capaz também fazer com que o sepultamento de Qassem Soleimani fosse atrasado. O enterro do general aconteceria no Cemitério dos Mártires, depois de um período de quatro dias de prestação de homenagens a ele. Somente após toda a confusão o horário de sepultamento foi modificado e divulgado.

De acordo com o G1, e por meio de imagens da TV estatal, a população iraniana andou pelas ruas de Kerman carregando bandeiras do país, bem como fotografias do general.

Durante todo o cortejo, hinos de luto foram tocados por meio de alto-falantes e algumas autoridades locais chegaram a fazer discursos. A exemplo dessas autoridades, é possível destacar Mahammad Zarif, o atual ministro das Relações Exteriores do Irã.

Herói nacional recebe várias homenagens

É possível destacar que Qassem Soleimani era considerado um verdadeiro herói nacional em seu país de origem e, devido a isso, as homenagens póstumas ao general começaram a acontecer ainda no último sábado (4).

Elas passaram por várias cidades do país, como Najaf, Karbala e Bagdá, que são consideradas sagradas pelos muçulmanos xiitas.

Posteriormente, o corpo do general seguiu para o Irã e o cortejo fúnebre teve início na cidade de Ahvaz, localizada no sudoeste do país. Na sequência, o corpo de Soleimani seguiu para Teerã e recebeu mais homenagens, inclusive de Ali Khamenei, líder supremo do país, que chegou a chorar ao falar sobre o general.

Toda essa mobilização popular em torno da figura de Qassem Solemani chegou a lembrar a reunião popular ocorrida ainda em 1989. Na ocasião citada, de acordo com a Reuters, os iranianos se reuniram para o funeral do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica.

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