Depois de investigações feitas por vários países apontarem para o fato, o governo do Irã admitiu neste sábado (11), que o avião comercial da Ukraine International Airlines, que levava 176 pessoas, foi derrubado por um míssil. O presidente do país, Hassan Rouhani, classificou o desastre de “erro imperdoável”.

Militares iranianos disseram que a aeronave voava perto de um local ao qual eles consideraram como sensível e um erro humano provocou sua derrubada. O comunicado, que foi lido por uma TV estatal, disse ainda que os culpados serão severamente punidos.

O comandante das forças aeroespaciais, Amir Ali Hajizadeh, informou que a Guarda Revolucionária aceita a responsabilidade plena pelo desastre. De acordo Hajizadeh, um operador de sistema teria confundido o avião comercial com um míssil de cruzeiro.

Ele disse ainda que o operador teve dez segundos para decidir se dispararia ou não. A incerteza o fez tentar entrar em contato com seus superiores para obter aprovação, mas como o sistema de comunicação falhou, ele decidiu por contra própria disparar o míssil, om que o comandante definiu como uma “má decisão”.

Hajizadeh revelou ainda que desde o dia da queda do avião que caiu, no dia 8, já sabia que ele havia sido atingido pelo míssil. “Eu desejo que pudesse morrer sem testemunhar um acidente como esse”, falou.

O comandante disse que a Guarda Revolucionária havia solicitado que aviões comerciais não sobrevoassem a área, mas o pedido não foi cumprido.

Estados Unidos, Canadá e Reino Unido já haviam dito que havia indícios de que o avião havia sido abatido por um míssil.

Vários vídeos foram publicados nas redes sociais reforçando esta tese, mas até a manhã deste sábado (11), a hipótese era negada pelo governo do Irã, que desde a queda, ocorrida na madrugada de quarta-feira (8), já sabia que havia sido de fato um míssil, disparado por engano, o causador da tragédia.

O vice-presidente da Ukraine International Airlines, Ihor Sosnovskiy, classificou como sendo irresponsável a decisão de não fechar o espaço aéreo logo após o ataque às bases americanas no Iraque.

Manifestante pede saída de líderes

Logo após o governo do Irã confirmar que a queda do Boeing da Ukraine International Airlines foi derrubado por um míssil, manifestantes saíram às ruas para manifestar e pedir a saída de aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.

Os atos, organizados através das redes sociais, foram inicialmente motivados para lamentar as vidas perdidas na queda do avião, mas posteriormente se transformaram em um ato contra o governo.

Aos gritos, eles pediam “morte aos mentirosos”. Eles também rasgaram fotos de Qassam Soleimani, o general iraniano que foi morto em uma ação americana no dia 3 de janeiro.

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