O governo dos Estados Unidos está oferecendo uma recompensa de 15 milhões de dólares –algo em torno de 75 milhões de reais– para quem der informações que leve à prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Outras autoridades da Venezuela também são alvos do Departamento de Justiça americano, que nesta quinta-feira (26) apresentou acusações criminais contra os chavistas.

Segundo as autoridades americanas, os membros do governo venezuelano, além de seu líder, são acusados de terem participado de uma associação criminosa que também envolve as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a qual classificam de organização “extremamente violenta”.

Seu objetivo, de acordo com o Departamento de Justiça, é “inundar os Estados Unidos com cocaína”.

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte e braço direito de Maduro, Diosdado Cabello, é outro que também está sendo procurado. Por sua captura a recompensa é de 10 milhões de dólares, algo em torno de 50 milhões de reais.

Os americanos acusam Maduro de administrar um estado de narcotráfico e dessa forma compensar a perda de receitas do setor de petróleo após as sanções feitas pelo governo americano.

Assim como dezenas de outros países, os Estados Unidos reconhecem o líder da oposição Juan Guaidó como legítimo presidente da Venezuela. A acusação contra outro chefe de estado é uma ação rara da Casa Branca e mostra a escalada de tensão entre os governos.

Poder para impor mais sanções

Essa classificação como sendo estado patrocinador do terrorismo dá ao governo americano a permissão de impor sanções ainda mais pesadas ao governo de Nicolás Maduro. Dentre essas sanções está o veto de qualquer ajuda econômica à Venezuela e o comércio de armas entre as duas nações.

“O povo venezuelano merece um governo transparente, responsável e representativo”, dizia um trecho do comunicado emitido pelo Departamento de Estado Americano. O texto segue dizendo que “esse indivíduos (Maduro e seus aliados) violaram a confiança do público ao facilitar o transporte de narcóticos da Venezuela”.

O documento ainda apontou que os aviões com carregamentos de drogas partem de uma base aérea venezuelana.

Lista indesejada

Com essas acusações, o país sul-americano passa a fazer parte de um seleto grupo que já tem como integrantes a Coreia do Norte, o Irã, a Síria e o Sudão.

Essa designação a qual a Venezuela foi incluída foi criada em 1979. Cuba fez parte dela entre 1982 e 2015, quando o então presidente Barack Obama removeu a ilha do relatório. A Coreia do Norte esteve nessa lista entre 1988 e 2008, retornando 2017, já com Donald Trump na presidência. A Síria é o único país que figura nessa lista dede sua criação.

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