Pelo segundo dia consecutivo o dólar apresentou queda e nesta quarta-feira (25) a moeda americana fechou o dia cotada R$ 5,04, queda de 0,93% em relação ao dia anterior. Em determinados momentos do dia a cotação chegou a ficar abaixo dos R$ 5.

Uma das razões pela qual a moeda teve queda foi o anuncio do governo americano foi um plano federal de estímulos de US$ 2 trilhões de dólares, cerca de R$ 10 trilhões, tudo para aliviar o impacto causado pela pandemia do coronavírus.

Enquanto o dólar cai, a bolsa novamente apresentou forte alta nesta quarta-feira (25).

A Bovespa fechou o dia com alta de 7,5% atingindo os 74.955,57. Somada a alta da véspera, a bolsa já acumula alta de 17,91%, maior crescimento em dois dias desde outubro de 2008.

Analista diz que discurso de Bolsonaro foi positivo

Havia um temor que de que pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro na noite de terça-feira (24), pudesse causar ainda mais medo no mercado, no entanto, o que se viu foi um efeito totalmente inverso, com alguns investidores entendendo o posicionamento do governo federal de que fará de tudo para salvar a economia.

“O mercado entendeu que o governo vai fazer de tudo para não deixar a economia parar”, frisou o analista Henrique Esteter, da Guide Investimentos.

O plano americano

Na madrugada desta quarta-feira (25), nos Estados Unidos, os senadores do Partido Democrata e do Partido Republicano chegaram a um acordo e anunciaram um pacote para amortecer os impactos financeiros causados pela pandemia do coronavírus.

Trabalhadores, empresas e o sistema de saúde serão auxiliados com esse novo pacote.

O senador Chuck Schumer classificou esse acordo como sendo o “maior pacote de resgate na histórica norte-americana”. Para se ter a dimensão do acordo, o valor desse pacote é superior ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019, que foi de 7,3 trilhões reais.

Esse plano destinará meio trilhão de dólares apenas para conceder empréstimos a indústrias americanas que foram afetadas pela pandemia.

Outros 100 bilhões de dólares serão destinados a sistemas de saúde e hospitais, 350 bilhões destinados a empréstimos de pequenas empresas.

Os Estados Unidos são um dos países mais afetados pela pandemia e chegou até mesmo ser apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como possível novo epicentro da pandemia. O país já apresentou mais de 55 mil casos positivos da doença. Até o último balanço feito pela Universidade Johns Hopkins, o número de vítimas era de 796.

O coronavírus no país deixou um terço da população dentro de suas casas, provocou o fechamento de escolas e estabelecimentos comerciais e milhões de trabalhadores já perderam seus empregos.

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