A crise gerada pelo novo coronavírus (Covid-19) promete gerar fome em proporções gigantescas, segundo David Beasley, que é diretor do Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP). Nesta terça-feira (21), David fez um alerta sobre as consequências geradas pela dramática propagação do Coronavírus em diversas partes do mundo.

Segundo o diretor-executivo da agência de assistência alimentar do WFP, mais de 30 países podem ser duramente afetados economicamente e consequentemente dezenas de milhões de novas pessoas a passar fome. Dentre os países que seriam ainda mais vitimados estão o Haiti, Somália e Nepal.

Em seu discurso no Conselho de Segurança da ONU, David afirmou que é preciso agir rápido e estar preparados, de modo a evitar a falta de recursos e a ruptura do comércio, bem como garantir o acesso a alimentação ou do contrário múltiplas crises de fome poderão atingir proporções bíblicas em questão de poucos meses. "Agora, meu Deus, esta é uma tempestade perfeita. Estamos olhando para uma expansão da fome em proporções bíblicas", disse.

Coronavírus: 130 milhões de pessoas podem passar fome

De acordo com o estudo da WFP, mais de 130 milhões de famílias correm o grave risco de passar fome devido ao efeito da crise econômica em todo o globo terrestre. Tais consequências são parte da paralisação comercial e turística, juntamente com a recessão econômica e a drástica baixa no preço do petróleo que tem retido o dinheiro dos mais pobres, esses fatores impossibilitarão a compra de alimentos.

Para Beasley, esse é um cenário aterrador pelo qual mais de 30 países poderão estar passando em alguns dias como consequência da pandemia do coronavírus (Covid-19).

Beasley pede ação de governantes para driblar a possível fome

O coronavírus, além de ter tirado muitas vidas ao redor do mundo, afetou seriamente a economia mundial, podendo levar milhões de pessoas a passar fome num curto prazo de tempo.

Beasley afirmou ao jornal inglês The Guardian que não será uma situação em que a pessoa irá dormir com fome, mas essa é uma situação de proporções extremas e urgente que requer atitudes rápidas e certeiras, ou muitas pessoas passarão a morrer não somente pela infecção da covid-19 ou outras doenças, mas também de fome e em grande escala.

Os governos se encontram numa encruzilhada: a necessidade de abertura dos comércios para retomada a economia e com isso a suspensão do confinamento com grande risco de uma nova explosão de contágios.

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