Usuário bastante ativo das redes sociais, seja por conta das críticas que faz ao atual cenário da Música ou da situação política, o cantor Lobão voltou a causar polêmica nas redes sociais nesta sexta-feira (25) ao insinuar que o deputado Jean Wyllys tem relação com o atentado sofrido pelo então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, em setembro do ano passado, em Juiz de Fora (MG).

“Essa parada deixar a vida pública e sair do Brasil só levanta sérias suspeitas sobre seu envolvimento na tentativa de assassinato”, escreveu o músico, que ainda pediu para que o isso fosse investigado.

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“Esse passo é lorota”, completou, usando a hastag #InvestigarJeanWillis, que rapidamente figurou entre os assuntos mais comentados do TwiTter. Isso desencadeou uma série de discussões entre apoiadores do ex-BBB e seus críticos.

Enquanto que o lado que é a favor do político acusam o cantor de tentar desviar o foco sobre as investigações sobre Flávio Bolsonaro, seus críticos o acusam de querer se vitimizar com a situação e questionam o motivo apresentado para a renúncia do deputado.

“Sai do Brasil pra se tornar um ‘futuro exilado político’”, cravou um seguidor.

Lobão, que já foi apoiador do ex-presidente Lula, tendo até feito em 1989 campanha para o presidente em um programa ao vivo, nos últimos anos se tornou um ferrenho crítico do Partido dos Trabalhadores.

Não irá assumir

Eleito para seu terceiro mandato, o deputado Jean Wyllys surpreendeu a todos nesta quinta-feira (24), ao anunciar que abriria mão de seu cargo e sairia do Brasil.

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Ele justifica a decisão alegando que está sofrendo ameaças de morte. Por conta disso não tomará posse no próximo dia 1º e em seu lugar assumirá vereador do Rio de Janeiro David Miranda (PSOL-RJ), primeiro suplente da legenda.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Jean disse que está no exterior, cujo local não foi revelado por questões de segurança, e não pretende voltar ao Brasil. Ele disse ainda que o partido apoia sua decisão, uma vez que reconhece que ele se tornou um “alvo”.

Já a assessoria de imprensa do político disse que existe uma campanha muito pesada contra o deputado, disseminando conteúdo falso contra ele. A assessoria ainda afirma que após o assassinato da vereadora Marielle Franco, em março do ano passado, o volume de ameaças contra o deputado aumento. Por conta dessas ameaças, o parlamentar dispunha de dois seguranças armados e andava de carro blindado.

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