Um vídeo vem causando bastante polêmica e muito opositores do presidente Jair Bolsonaro veem até motivos para ocorrer um processo de impedimento. A questão é que Bolsonaro compartilhou um vídeo pelo aplicativo WhatsApp, no qual estão convocando manifestantes para apoiarem o governo. Mesmo que não seja explícito no vídeo, esse vídeo foi considerado por muitos no meio político como um vídeo anti-Congresso. A convocação é para uma manifestação no dia 15 de março.

Segundo informações do jornal O Globo, o amigo de Bolsonaro e ex-deputado Alberto Fraga (DEM) confirma o vídeo e confirma também que recebeu o vídeo do próprio.

As manifestações foram marcadas por pessoas que apoiam o governo e defendem Bolsonaro, os militares e são contra o Congresso Nacional.

Desde semana passada, quando vazou um áudio no qual o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, acusou os parlamentares de “chantagem”, o movimento ganhou força nas redes sociais.

Várias lideranças políticas e vários deputados de diferentes partidos tiveram uma reação de total crítica ao ato do presidente Bolsonaro. O ex-presidente FHC (PSDB) classificou em seu Twitter o ato como um episódio claro de crise institucional de consequências muito graves.

Diz ele que se calar nesse momento é concordar, e é melhor gritar enquanto se tem voz, fazendo referência a uma possível ditadura.

Ciro Gomes (PDT), que foi candidato à presidência em 2018 disse que o ato de Bolsonaro é “criminoso”, de incitação ao povo com várias mentiras contra as instituições democráticas, e pede que o Congresso reaja. Já o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que é um momento grave na história, em que autoridades civis e militares estejam em apoio a atos contra o Legislativo e o Judiciário.

No vídeo compartilhado – que tem cerca de um minuto – pode -sever que não há nenhuma menção ao Congresso (Parlamento) e nem ao STF (Supremo Tribunal Federal). São apenas imagens dos vários protestos que aconteceram em Brasilia, que precederam o impedimento da ex-presidenta da República, Dilma Rousseff (PT).

Ao fundo, é entoado o Hino Nacional ao som de uma corneta (ao estilo militar) no qual um narrador faz um relato em forma de carta protestante, convocando possíveis apoiadores do governo Bolsonaro.

A reação de Dias Toffoli

Depois da polêmica do presidente Bolsonaro compartilhar um vídeo convocando manifestações contra o Congresso e o Supremo, o presidente do órgão, Dias Toffoli, deu sua opinião na tarde dessa quarta-feira (26). Disse ele, em nota, que o país não pode conviver com esse clima de “disputa” que está permanecendo. Ainda, disse que, para construir um futuro, deve=se ter paz e uma convivência harmoniosa com todos, e assim construir uma nação.

Ainda, segundo Toffoli, não existe nenhuma democracia sem uma Câmara dos Deputados que atue, nem uma Justiça que seja independente e um poder Executivo que tem sua legitimidade pelo voto.

Sociedades livres e desenvolvidas, diz ele, nunca deixaram de fortalecer as instituições sólidas para manter a integridade de uma nação.

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