Uma jovem de nome Raíssa, de 14 anos de idade, foi cruelmente torturada e assassinada a facadas por outras duas adolescentes, ambas de 15 anos, na chamada Praia de Maria Farinha, em Paulista, na região metropolitana de Recife, no estado de Pernambuco, nesta terça-feira (25). Em meio a várias agressões com socos e chutes, além de facadas aplicadas na jovem, as garotas ainda afogaram a adolescente na água da praia.

Toda a ação foi filmada pelas agressoras e colocadas nas redes sociais. Depois de praticarem o ato de selvageria, pessoas que estavam na praia acabaram impedindo que as agressoras saíssem do local, e chamaram a Polícia Militar da região, que acabou prendendo em flagrante as duas.

Depois do crime, a polícia interditou o local para que membros do instituto de perícia realizassem os primeiros trabalhos investigativos, e, em seguida, o corpo da adolescente foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, onde foi reconhecido por familiares e por seu namorado ainda na noite desta terça-feira (26).

Em depoimento, os familiares da vítima mencionaram aos policiais que uma das jovens que teria praticado o homicídio teria mantido um relacionamento homoafetivo com Raíssa, mas ela teria terminado o relacionamento no ano passado por conta da companheira ser muito agressiva e já ter tido passagem pela polícia por roubo.

Após o término do relacionamento, Raíssa acabou conhecendo um menino e começaram a namorar, e também vieram as constantes ameaças da ex-companheira.

Ainda conforme a família da vítima, quando Raíssa teve o caso amoroso com a adolescente, ela morava em uma casa com o pai e a avó, no bairro Caxangá, na zona Oeste de Recife, e mencionaram que no auge do relacionamento com uma das agressoras, Raíssa chegou a ficar pelo menos dois meses fora de casa, o que deixou a família desesperada. Ao retornar ao convívio em casa, porém, a jovem decidiu não seguir mais com o relacionamento, e mencionava que era constantemente agredida com uma faca por parte da ex-companheira.

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Polícia

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Álvaro Muniz, o crime ainda está sendo investigado, mas não há dúvidas em relação à gravidade do crime, que está sendo considerado como homicídio duplamente qualificado, onde não há nenhuma possibilidade de defesa à vítima.

“O vídeo que elas realizaram é de uma barbaridade só, com muita crueldade. Teve tapas, chutes, facadas e afogamento. Elas pareciam estar transtornadas na hora do crime e aqui na delegacia apresentaram um tipo de surto”, relata o delegado.

Agressora tinha registro por tentativa de homicídio

Conforme o delegado, além da ex-companheira de Raíssa, que teria passagem por roubo, a outra adolescente que participou do crime também possui registro por tentativa de homicídio, e se encontrava foragida da instituição de custódia (Funase). As duas foram detidas e encaminhadas para a Unidade de atendimento Inicial da Funase (Unai), no Centro de Recife.

O enterro da jovem foi realizado na tarde desta quarta-feira em um cemitério da região.

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