A internet é um mundo completamente livre. Nela tudo pode, todos podem tudo. Mas esse "ser livre" da internet também se constitui em um inesgotável campo minado para quem o conhece e principalmente para quem está ingressando nele agora. Como podemos orientar as crianças sobre esse perigo?

Somente a imaginação não é capaz de idealizar tudo que existe na rede mundial de computadores. Com uma boa dose de coragem é fácil encontrar coisas na internet que até mesmo as mentes mais doentes estudadas até hoje pela ciência não seriam capazes de produzir.

É no limiar desse mundo que nossas crianças também estão. Quando menos se espera, qualquer um pode com um clique ter acesso a um mundo onde sua inocência, liberdade, infantilidade serão completamente desconsideradas.

Mesmo assim, sabendo dos perigos que a internet oferece muitos pais, mães e responsáveis não sabem ou não tem coragem alguma de dizer um simples e sonoro "não". É possível contar nos dedos o número de crianças que atualmente ouvem dos mais velhos algo do tipo "isso não é para sua idade".

Essa falta de postura em muitos casos é complicada de entender. Em outros coloca os pais em um dilema: Liberdade ou proibição.

A maioria certamente parece optar mesmo que inconscientemente por uma liberdade perigosa. É interessante lembrar que há bem pouco tempo (e até mesmo agora) gerações inteiras brigaram com todas as forças e por meio de todas as formas contra a censura. Entretanto, essa mesma geração parece ter se esquecido que foi criada e educada dentro de princípios que apresentavam limites.

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E esses limites não foram escolhidos, foram impostos. E grande parte deles é que os ajudaram a ter sucesso.

Agora essas mesmas pessoas não sabem como enfrentar a difícil tarefa de educar as futuras gerações. A primeira vista esse é um dever daqueles mais próximos como os pais. Mas como fazer isso de maneira coerente e pautado no bom senso em um mundo onde tudo é permitido?

Talvez a resposta para tudo isso possa ser resumida em uma única palavra: coragem.

Muito provavelmente por falta de coragem que muitos pais deixam seus filhos correrem riscos no mundo virtual.

Assumir o papel de pai, de impor limites, de lidar com as tão famosas "birras" infantis precisa voltar a ser algo frequente em muitas famílias.

Isso não se trata apenas dos perigos virtuais, mas também na vida real. A criança precisa carregar desde cedo princípios, valores e escudos que irão trazer proteção no futuro.

É bom começar cedo, pois como diz o velho ditado: "Criamos nossos filhos para o mundo". Como bem sabemos o mundo não é um paraíso. É um oceano... e para ficar vivo nele é preciso ser um exímio nadador.

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