Estreou na Netflix, na última sexta-feira (21), a produção indiana “Um corpo desaparecido”, que também é encontrado no serviço de streaming com o nome “The Body”. O longa-metragem tem duração de 1h40. A produção é dirigida por Jeethu Joseph, conhecido diretor, roteirista e produtor. O filme tem no elenco, o veterano ator Rishi Kapoor, assim como o diretor, é uma figura conhecida por seus filmes em Bollywood (como é chamada a indústria cinematográfica da Índia, o nome é uma mistura de Bombaim com Hollywood).

Ainda estão no elenco: Emraan Hashmi, Sobhita Dhulipala, Rukhsar Rehman.

Do que se trata

Ajay (Emraan Hashmi) é casado com a poderosa empresária Maya (Sobhita Dhulipala), ela morre vitimada por um ataque do coração. Quando o corpo da jovem empresária desaparece misteriosamente do necrotério, o inspetor Jairaj Rawal (Rishi Kapoor) é designado para desvendar o caso. O inspetor investiga o caso e ao confrontar Ajay, novas informações vão surgindo e fica claro que nada é o que parece ser nesta trama.

Esta nova produção falada em hindi é na verdade um remake de um filme espanhol de 2012, assim como a produção original dirigida por Oriol Paulo e que tem no elenco: José Coronado, Hugo Silva e Belén Rueda, a trama é passada em curto espaço de tempo, algo em torno de dez horas.

Existem poucas diferenças na trama das duas produções, mas o problema deste longa-metragem de Bollywood é que enquanto a produção espanhola narrava uma trama de mistério e suspense que se não acrescentava muita coisa de original a este tipo de produção, pelo menos conseguia convencer mais com o clima e o tipo de interpretação que o gênero pede.

A produção dirigida Jeethu Joseph peca por levar para o filme o tipo de interpretação e ambientação de Bollywood, ou seja, um clima solar, e interpretações exageradas e até mesmo equivocadas, como por exemplo, a linda atriz Sobhita Dhulipala, intérprete da mimada Maya. Se sua figura caiu bem como uma espécie de fantasma na trama, ela não convence como empresária de sucesso, estando mais para uma socialite egocêntrica e assediadora.

A produção indiana até tem a chance de apresentar algo de novo em comparação com o filme original, ao brincar com a possibilidade de haver elementos sobrenaturais na trama, enquanto o filme espanhol não envereda tanto por este caminho.

Outro ponto fraco do filme da Netflix é que o longa usa de cenas de flashbacks para contar o passado dos personagens, até aí nada demais, até mesmo porque a produção original utiliza o mesmo recurso, o problema de “Um corpo desaparecido” é que suas cenas de flashback são verdadeiros videoclipes com músicas românticas e um clima solar, o que não combina nada com o gênero que o filme se propõe.

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