A Portela será a terceira escola de samba a se apresentar na noite de 4 de março, segunda-feira, na Marques de Sapucaí. O desfile acontece no segundo dia do Grupo Especial do Carnaval carioca de 2019. A azul e branco de Madureira vai desfilar pela passarela do samba carioca contando a história de um de seus mais importantes ícones, Clara Nunes, cantora que marcou época, tanto na escola quanto na Música popular brasileira.

O título do enredo portelense para 2019 é “Na Madureira Moderníssima, hei sempre de ouvir cantar um sabiá”.

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O objetivo é mostrar detalhes da vida de Clara Nunes e de sua passagem pela Portela, em um contexto atual. O enredo foi desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães.

Apesar da forte ligação entre a cantora Clara Nunes, a Portela e os bairros de Oswaldo Cruz e Madureira, a homenageada dos portelenses é, na verdade, mineira de Caetanópolis. Ela chegou a trabalhar em uma fábrica de tecidos da cidade quando criança até se encontrar com a música e mudar os rumos da própria vida.

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Chegando ao Rio, conheceu a região de Madureira e o misticismo que o bairro proporcionava, como os cultos de origem africana. A cantora logo se encantou com a atmosfera do subúrbio carioca.

Clara, a Guerreira, não demorou a ganhar espaço no coração dos portelenses, encantados com sua personalidade. Clara Nunes foi uma intérprete de muitos ritmos. Não se limitava a um único estilo musical. Cantava boleros, sambas-canções, sambas e pontos de macumba.

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Rosa Magalhães explica o enredo da Portela

A vida rica da cantora é repleta de detalhes que serão retratados pelos portelenses durante o desfile de 2019. A carnavalesca Rosa Magalhães explica que o enredo procura retratar as influências típicas do mundo rural na construção do bairro de Madureira. A mineira Clara chegou a puxar sambas-enredos na avenida e foi madrinha da Velha Guarda.

Segundo a carnavalesca Rosa Magalhães, a Portela apresentará, durante o desfile, a chegada de Clara Nunes à escola que tanto amou, a participação da cantora nos carnavais portelenses, sua vida religiosa e sua introdução ao samba, já que, quando chegou, Clara já havia gravado outros discos.

Rosa Magalhães também destaca a veneração com que os portelenses tratam a memória de Clara Nunes. Ela pretende desenvolver a história da cantora por meio de uma estética modernista. É a aposta dos portelenses para a conquista de mais um carnaval carioca.

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