Guilherme de Pádua, ex-ator que contracenava com a atriz Daniella Perez na novela "De corpo e Alma", exibida pela Rede Globo no ano de 1992, foi acusado e acabou confessando o assassinato da atriz, que era filha da consagrada autora Gloria Perez, autora da trama na época.

Daniella Perez foi assassinada com 18 punhaladas de tesoura pelo ex-ator, que foi condenado a 19 anos e 6 meses de prisão pelo crime, e cumpriu apenas sete anos do total desta condenação, sendo solto em 1999.

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Os argumentos de Guilherme de Pádua

Desde então, Guilherme de Pádua vem se dedicando à religião evangélica, onde se tornou pastor da igreja Universal. Recentemente, o ex-ator criou um canal no YouTube onde, segundo ele, pretende compartilhar através de vídeos suas experiências nos 26 anos em que mantém contato com presídios, sendo 7 anos detido e mais 19 em que participa de projetos sociais envolvendo dezenas de detentos, que de acordo com o ex-ator, faziam parte do crime e tiveram suas vidas modificadas após se tornarem crentes.

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A polêmica gerada com o vídeo do ex-ator

O canal criado pelo ex-ator, que leva o seu próprio nome, atualmente possui cerca de 340 inscritos e tem apenas dois vídeos. O primeiro deles, postado em 15 de janeiro deste ano, intitulado "Agora virou santo, né?", traz em sua descrição a frase: "Mata, rouba, trafica e depois vira crente?", o que foi alvo de muita polêmica e levou Pádua a desativar os comentários dos internautas no vídeo, que são permitidos por padrão em todos os vídeos do YouTube.

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No vídeo, o ex-ator indaga a maneira que o sistema prisional ressocializa condenados que estão cumprindo pena e critica o julgamento que as pessoas fazem sobre os que se convertem após cometerem algum crime. De acordo com Guilherme de Pádua, todos têm direito a uma segunda chance e o sistema prisional deveria garantir com que todos tivessem melhores condições de se ressocializar após cumprirem suas penas, uma vez que no país não existe prisão perpétua.

O vídeo de pouco mais de 15 minutos já ultrapassou 40 mil visualizações em menos de 15 dias, mas a desaprovação do vídeo, de acordo com a contagem do recurso disponível no YouTube, que indica as pessoas que aprovam ou não, até o momento, é bastante significativa, cerca de 200 pessoas marcaram "gostei" contra 1,6 mil que marcaram "não gostei".

O vídeo também virou tema de discussão em outras importantes redes sociais, além de mídias digitais escrita, televisiva e de radiofusão.

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