A mineira Paula, participante do Big Brother Brasil 2019, da Globo, voltou a causar polêmica com uma de suas declarações mais recentes. Ao relatar uma de suas experiências quando tinha apenas 12 anos de idade, a sister revelou que acabou beijando um garoto que era idêntico a seu primo, por quem ela era apaixonada, mas que depois ficou chocada ao descobrir que o garoto era morador de uma "favela pesadona", como disse a mineira.

Ela continua a história dizendo que o tal garoto tinha uma namorada e que, um dia, "baixou a favela inteira" em uma festa junina da escola da mineira. Ela completa dizendo que ficou morrendo de medo. Abaixo o vídeo em que Paula faz sua declaração.

Publicidade

Repercussão na internet

A declaração de Paula gerou revolta por parte de alguns internautas. Um deles disse que sente dó do garoto da comunidade que beijou uma "pessoa horrível", referindo-se à sister. Outra observou que sempre que Paula se refere à comunidades carentes ou pessoas negras ela demonstra desprazer.

Quem também ficou revoltado com o episódio foi o rapper Marcelo D2, que não se conteve e tuitou a respeito:

Um dos comentários feitos no Twitter aponta que essa visão perpetuada sobre os moradores de comunidades carentes só serve para afastar mais ainda essas pessoas da sociedade.

Segundo a internauta, o pensamento de que só existem mendigos, traficantes, criminosos e bandidos nas comunidades apenas geram mais desigualdade social. Outros se resumiram a agredir a sister com duras palavras.

Irmão de Rodrigo confirma que Paula é racista

Fábio França, irmão do brother Rodrigo, também participante do reality, apontou que o preconceito da mineira não é inocente. Segundo ele, a sister é racista como a sociedade brasileira e, por mais que Rodrigo tente educar Paula para corrigir seu comportamento, ela vê tudo como se fosse um grande '"mimimi". Fábio ainda afirma que a inocência que a mineira apresenta no programa é falsa, pois ela se formou em direito, uma faculdade relativamente difícil.

Publicidade

Outro membro da casa que tenta dialogar com Paula é a feminista Gabriela Hebling. Fábio observa que a garota tem paciência para explicar a Paula que as declarações dela podem ser consideradas preconceituosas e racistas, e que não adianta a sister dizer "eu tenho amigos negros" se isso é seguido de algum comentário maldoso.

Por outro lado, a família da mineira já partiu em sua defesa. Adriana, mãe de Paula, afirma que a filha dela é uma mulher pura. Segundo ela sua filha não é racista e está apenas sendo interpretada de uma maneira equivocada.