Atualmente no ar na pele de Celeste, na reprise da novela “Fina Estampa”, escrita por Aguinaldo Silva, a atriz Dira Paes vê novamente sendo mostrado na televisão um tema importante, em pleno horário nobre da Rede Globo.

Na novela que está sendo transmitida novamente pela emissora neste momento durante a pandemia do novo coronavírus, momento este em que as Novelas atuais da emissora estão em paralisação, a atriz viveu uma mulher que era vítima de violência doméstica praticada pelo seu marido, Baltazar (Alexandre Nero).

A atriz ainda comentou em entrevista ao portal TV e Famosos do UOL, que, ao trazer a novela de volta, com a personagem vivida por ela, não é algo por acaso, e que, neste momento durante a pandemia, o tema a respeito da violência contra as mulheres no âmbito doméstico foi trazida novamente para debate, e ainda mostra muita atualidade, por mais que a novela tenha ido ao ar há alguns anos.

A atriz ainda faz questão de destacar que, ao ver esta situação da trama, e a situação do mundo, ela concluiu que a sociedade não conseguiu avançar muito neste quesito.

Feminicídio crescente no Brasil

A novela foi ao ar originalmente em 2011, e agora, nove anos após ela ter sido transmitida pela Rede Globo, o feminicídio continua sendo crescente no Brasil.

Em uma matéria que foi publicada através do site de notícias UOL, em março de 2020, foi mostrado que a violência doméstica devido à quarentena em decorrência do coronavírus aumentou 50%, e isso somente no Rio de Janeiro. Na ficção, a personagem vivida por Dira busca forças para continuar na relação com a filha Solange, vivida por Carol Macedo.

A atriz comenta que mesmo a sua personagem a todo momento sendo violada fisicamente pelo marido, e também moralmente, ela apoia a sua filha sempre.

Tudo que ela faz é para poder apoiar a filha, e, com isso, ela acaba se arriscando. Celeste sempre busca reforçar os desejos que a filha tem, para não acabar repetindo o ciclo de frustrações vividas por ela ao longo de sua vida. A atriz ainda pontua que o desejo de se realizar através de um filho é muito real, e é algo também muito maternal.

Dira ainda relembrou a respeito da maior dificuldade que teve em dar vida para uma personagem em uma situação tão delicada.

Ela garantiu que o mais desafiador para ela foi fazer a sua personagem como sendo uma mulher passiva, com uma certa imobilidade, que fazia com que ela fosse impedida de sair de um ciclo de violência em sua vida.

A atriz ainda conta que durante o processo para viver sua personagem que ela pesquisou e encontrou mulheres que tinham um histórico de violência de 20 a 30 anos de duração, e que isso foi algo que impressionou muito ela durante a vivência que teve com a sua personagem de “Fina Estampa”.

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