Há quatro anos foi dada a notícia de que Marcelo Pesseghini, um garoto de 13 anos, havia matado seu pai, sua mãe, que eram policiais militares, sua avó e tia-avó e se suicidado logo em seguida. O crime, segundo investigadores, teria ocorrido por conta de um problema de falta de encefalopatia hipóxica, que seria oxigenação no cérebro do adolescente, que teria feito com que ele tivesse ideias delirantes.

A Polícia Civil também afirma que o garoto tinha o desejo de tornar um atirador de aluguel e frequentemente jogava o jogo Assassins Creed, tendo até mesmo trocado a sua foto de perfil da rede social Facebook para uma do personagem do game.

A contestação

No entanto, a família e principalmente os avós paternos de Marcelo não concordam com as investigações da polícia e alegam que houve uma fraude e manipulação nos vídeos registrados pelas câmeras de segurança dos locais por onde o garoto passou.

Desde que as investigações foram encerradas, a família tem buscado reabrir o processo e levar à Organização dos Estados Americanos (OEA) um laudo emitido nos Estados Unidos que mostra ter havido manipulação no vídeo usado para culpá-lo. O laudo revela frames que sumiram nas imagens de Marcelo saindo do carro da mãe e caminhando rumo à escola.

A resposta da polícia

O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) afirmou ter depoimentos e laudos de balística que provam a culpa de Marcelo.

Porém, isso não é suficiente para a família paterna do garoto, que, além de ter recorrido à OEA, pede para que o vídeo seja analisado pela Comissão Interamericana. A advogada dos avós paternos do adolescente, Roselle Soglio, diz que a família conhecia Marcelo e, "ante ao que está nos autos sabe que ele não é culpado e que não praticou qualquer crime".

Ela também recorreu à Vara da Infância e da Juventude, o Tribunal de Justiça e a Procuradoria-Geral da República. No entanto, seus pedidos foram negados por todos eles. A família também afirma querer que Marcelo seja reconhecido como vítima, não como assassino e suicida.

No vídeo, Marcelo é visto saindo do carro do pai que, segundo a polícia, ele havia dirigido.

No entanto, os familiares afirmam que seus pais jamais o ensinaram a atirar ou dirigir um veículo.

Vizinhos não acreditam na versão e PMs podem ser os culpados

Em entrevista concedida ao portal de notícias G1, os vizinhos disseram que até hoje não acreditam na conclusão da polícia. “A gente não se conforma ainda. Tem aquela mesma tese: eu não acredito que foi o Marcelo, que foi o Marcelinho... e até hoje a gente não consegue acreditar”.

A família de Marcelo Pesseghini afirma que os policiais teriam adulterado o vídeo de segurança e que acreditam na inocência de Marcelo, já que o menino foi achado morto de forma suspeita em um lugar estranho.

Na região que eles moravam, especula-se que a família pode ter sido morta por outros militares. Diz-se que quem matou a família tinha por intenção culpar o menino dizendo que em seguida teria cometido suicídio.

Foi constatado pelo perito que no total faltam 42 segundos de imagens no vídeo, o que daria tempo o suficiente para a retirada da imagem de outras pessoas.

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