Uma peça publicitária de uma empresa de cosméticos causou muita polêmica nesta segunda-feira (28), ao fazer referência às vítimas e aos desaparecidos da tragédia de Brumadinho. O material divulgado nas redes sociais da empresa, que mostra vários modelos cobertos de lama e segurando a bandeira do Brasil não foi bem aceito pelo público, que entenderam a propagada como oportunista e acusaram os publicitários de terem feito um trocadilho de mal gosto, ao denominar a campanha como “Brumadinho CLAMA”.

Usuários das redes sociais classificaram a campanha como de "mau gosto".

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Outros acusavam a empresa de fazer o trocadilho das palavras “clama” com “lama” e também disse que a peça estava sendo oportunista. Por fim, ainda houve quem salientou que a ideia da empresa era apenas promover, e que ela fosse lá tirar as pessoas da lama e depois fizesse fotos do ato.

Jorge Beirigo, fotógrafo e diretor de marketing da empresa, defendeu sua campanha, alegando que ela tinha como objetivo mobilizar as pessoas para ajudar as vítimas, fossem com doações ou orações. “Fizemos isso para ajudar com o desastre, e vamos doar alimentos para os animais”, disse o diretor que ainda pediu para que cada pessoa que criticou a campanha fizesse uma doação. Ele admitiu que a publicação foi marketing, mas “marketing do bem”.

Mais vítimas identificadas

Nesta segunda-feira (28), foram identificadas mais três vítimas das 60 até agora confirmadas do rompimento da barragem de Brumadinho. As pessoas identificadas foram Edgar Carvalho Santos, de 45 anos, Cláudio José Dias Resende, de 26 anos, e Wanderson Soares Mota, de 32 anos. Com isso, já são 22 pessoas identificadas.

Das 382 vítimas resgatadas com vida, incluindo aquelas que se encontravam ilhadas, sete ainda permanecem internadas no Hospital de Pronto Socorro João XXIII.

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Há a previsão que pelo menos três delas recebam alta nessa terça-feira (29). Outras três vítimas se encontram no Hospital Mater Dei Contagem. De todos que foram internados, nove pacientes já tiveram alta e foram liberados.

Ainda nesta segunda-feira, os bombeiros começaram a resgatar os corpos das vítimas, todas funcionárias da Vale, encontradas dentro do segundo ônibus. Uma tropa vinda de Israel, composta por 136 militares e 16 toneladas de equipamentos, começaram a trabalhar de manhã. Eles irão atuar nas áreas em que ficava o restaurante e no centro administrativo da Vale.

Eles estão munidos de equipamentos capazes de rastrear sinal de celular em até quatro metros de profundidade.